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Gláucia Narrando - O ódio que estou do Terror não está escrito, ele foi longe demais, me humilhou em praça pública, jogou meu nome na lama. Me bateu desesperadamente na frente de todos, mas eu não derramei uma lágrima, gritava pra ele parar, mas chorar? nunca. Falei tudo que precisava ser dito para aquela ninfeta, não menti, só omiti. Mas o contexto continua o mesmo, se ela quer ele pra ela, tem que saber o que vem no combo. - E eu vou junto nesse combo pra fazer um inferno na vida dos dois. Por um milésimo, pensei que ele fosse me matar, mas se não me matou é porque tem sentimentos por mim sim, só não quer assumir. Não é justo comigo, depois de tudo que fiz por esse desgraçado, ele me descartar dessa forma e assumir uma menina que mais um pouco tem idade pra ser filha dele. - Costela ainda apanhou por causa de mim, mas isso resolvo em outra hora. Deve tá putinho agora, depois passa, nada que um chá bem dado resolva. Fui praticamente me arrastando até o meu carro, sem conseguir dirigir direito, de tanta dor, m*l conseguia dirigir, fui direto pra um hospital, meus braços estavam os dois cheios de fraturas e a minha perna esquerda. Uma paulada pegou na minha prótese do peito, que está deformada. Até fisioterapia para os braços estou tendo que fazer e corro o risco de perder os movimentos do braço direito. Foi o que levantava enquanto ele me batia, então as porradas pegaram mais nele. - Isso não vai ficar assim, eu vou mostrar pra ele que quem o colocou nesse lugar foi eu e eu mesmo tiro. Coloco ele do luxo ao lixo. Não teve um pingo de consideração, fez uma cena pra me envergonhar. E estava todo preocupado com a ninfeta dele, pra quem não gostava de mulher nova, ele me enganou direitinho. Porque se aquela menina tem 20 anos, é muito. Mas eu não me troco por nenhuma e ele também não vai me trocar. Vou tirar ela do meu caminho, custe o que custar, e ele vai me pedir perdão de joelhos por essa humilhação que me fez passar. - Até hoje não consigo me olhar no espelho de tão machucada que estou, médico disse que eu tive sorte de não ter perfurado nenhum órgão. Mas deixa ele comigo, quem rir por último, rir melhor. Posso até perdoar ele por isso, sei que está deslumbrado com essa ninfeta, mas antes de eu perdoar, vou fazer ele passar ainda muita raiva. Primeiro, para ele nunca se esquecer de quem levantou ele, segundo. Pra ele nunca mais me trocar por qualquer uma!
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