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528 Words
Terror Narrando Ficaram quase duas horas com ela lá dentro, parceiro. Tentei o máximo de me controlar para não quebrar a p***a toda. Não sei o que está acontecendo comigo, mas aquele sentimento de desespero me acertou em cheio. Se acontecer qualquer coisa com essa mina, o desgraçado do Ferrugem vai se arrepender de ter cruzado o caminho dela. Pra ela ter tentado fazer algo contra si mesma, a mente dela estava muito perturbada. É f**a, não tem como julgar uma parada dessas, não sei nem o que pensar ou sentir. Fiquei andando de um lado pro outro, tentando entender tudo o que acabou de acontecer, quando a médica veio ao meu encontro. — Ela está bem. A corda causou uma asfixia significativa, mas ela está fora de perigo. Demos um sedativo para ela descansar a mente e se recuperar da melhor forma possível. Você pode me dizer o que aconteceu, para que eu possa ajudar melhor? — Disse ela com um olhar preocupado, mas também com um toque de medo de mim. — Cheguei na casa dela e ela estava caída no chão, entre a porta do quarto. Tinha a p***a de uma corda no pescoço, a boca meio roxa e os dedos também. Não tinha ninguém com ela — falei, chateado com toda essa situação — o que tudo indica é que ela tentou algo contra a própria vida. — Imaginei. Ela tem traços de exaustão e cansaço extremos, o corpo dela está totalmente rígido e reage negativamente a qualquer toque, mesmo apagada. Ela vai precisar de acompanhamento psicológico, e sugiro que nunca a deixe sozinha, pelo menos não por agora. Não sei o que ela está passando, mas para ter feito isso, não é algo bobo. Ela precisa de ajuda e cuidados. Desejo melhoras para sua esposa — disse ela, se despedindo — pode acompanhar ela no quarto. Fiquei ali em pé, parado, sem saber o que fazer, pensar ou até mesmo falar. Uma menina passando por isso por causa de um filho da p**a do c*****o. O ódio que eu sinto por esse cara só cresce a cada segundo. Fui andando até o quarto onde ela estava, totalmente perdido nos meus pensamentos. Estou com raiva, mas também estou chateado, triste... sei lá. Não consigo explicar. Eu sou homem, já passei por muitas coisas nessa vida e nem por isso tentei tirar a minha vida. Mas também sou homem e sempre fui só, nunca tive ninguém. Ao contrário dela, que sempre teve o pai e a vida mudou tão de repente, deixando ela prisioneira de um psicopata. É f**a pra c*****o. Entrei no quarto e fiquei olhando ela naquela cama. O bom é que, independente de toda essa merda, ela está bem e fora de perigo. Nunca mais vou deixar ela fazer uma p***a dessa com ela mesma, vou ficar de olho, sim. Não sei que parada é essa, mas com ela eu tenho vontade de cuidar e estar perto. Não sei porquê. A nossa diferença de idade é gritante, e tento não ver maldade nela, mas isso nem é hora de pensar nisso. Ela só precisa de alguém que mostre que não está sozinha.
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