132

595 Words
- Já era de noitinha quando ele chegou. Eu tava quieta, na minha, tentando organizar a cabeça… mas por dentro, um turbilhão. A porta abriu e, como sempre, ele veio direto. Nem falou nada. Só me puxou pela cintura, me agarrando daquele jeito que ele sabe que me desmonta. - E eu? Eu tentei entrar no clima. Abracei de volta, dei um cheiro, até soltei um sorrisinho… fingindo que tava tudo bem. Mas ele me conhece! - Conhece até quando eu respiro diferente. Ele afastou um pouco, segurou meu rosto e ficou me olhando, sério. Não era cara de quem ia deixar passar, não. GB' Qual foi, Bianca? - Eu ainda tentei meter um “nada não”… mas nem eu acreditei. - Ele só levantou a sobrancelha, daquele jeito… e soltou. — Tu acha que me engana? - Aí já era. Suspirei fundo, me soltei dele e sentei. - Passei a mão no rosto, tentando organizar as palavras… mas quando vi, já tava falando. Falei da rua, daquilo tudo, da Sarinha… do que eu senti, do que passou na minha cabeça. Não gritei, não fiz cena. Mas falei tudo e no fundo me senti mais leve. - Ele ouviu quieto, sem me interromper. Só prestando atenção, daquele jeito dele, que quando quer… sabe ser diferente. Quando eu terminei, ele chegou mais perto, agachou na minha frente e segurou minha mão. GB: Primeiro… para com isso. - Eu franzi a testa, pronta pra retrucar, mas ele continuou: - Para com essas inseguranças. Tu não tem que se comparar com ninguém, Bianca. Com ninguém. Queria muito que você se visse da mesma forma que eu vejo. - Aquilo bateu… mas eu fiquei na defensiva ainda. Bianca: E aquela garota lá? - Ele soltou um suspiro meio irritado, passando a mão na nuca. GB: Sarinha? Aquilo ali foi um erro. Uma vez só. - Meu olhar já fechou na hora, mas ele continuou, rápido: - E foi suficiente pra eu me arrepender no dia seguinte. A maluca apareceu na boca no outro dia, falando pra geral que era “minha fiel”… como se tivesse um relacionamento comigo. - Ele levantou, começou a andar de um lado pro outro, claramente incomodado. Bianca: Tá de s*******m… - Disse revirando os olhos. GB: Tô não. Dei um corte nela, travei bonito. Quase perdi a paciência de verdade. - ele respondeu, seco. - Ele parou na minha frente de novo, firme. E continuou: - Nunca mais nem olhei na cara dela. Nem falo. Pra mim, nem existe. - Aquilo… eu não esperava. Ele se aproximou de novo, mais calmo, segurando meu queixo pra eu olhar direto pra ele. - Então tira isso da tua cabeça. Tu não precisa se preocupar com ela, nem com nenhuma outra. A voz dele abaixou um pouco, mas ficou mais firme ainda. Eu só tenho olhos pra tu. - Meu coração… traiçoeiro. Porque mesmo querendo ficar com raiva… querendo sustentar minha pose… aquilo me desmontou, fiquei molinha. - E outra — ele completou — ninguém vai ficar ali fazendo graça se isso te deixa m*l. Eu resolvo isso. - Fiquei em silêncio. Porque no fundo… era tudo o que eu precisava ouvir. Mas ainda assim… não é tão simples desligar o que a gente sente. Só que uma coisa é certa… Ele fez questão de me mostrar, ali, que independente das minhas inseguranças, ele está comigo e não faz pouco caso disso. Meu homem realmente se importa com a forma que eu me sinto e eu o amo cada dia mais por isso.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD