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GB Narrando — Hoje saí cedo pra c*****o de casa, tinha várias paradas pra resolver com o Terror na pista e ainda precisávamos ir no Jorge Turco. O Fael tá agoniado querendo falar com a gente, mas não quer dar o papo pelo celular ou rádio. Já tava meio puto, várias coisas acumuladas pra fazer já que fiquei uns dias de molho, fora que também não gosto de ir pra pista de manhã. Sempre tem movimento dos cana, alguém nos vigiando, já fico logo de pé atrás. — Estou levando uma vida de casado sem ser casado, mas te falar? Não trocaria isso por nada. Só de olhar pra Bianca, fico louco por todos os sentimentos possíveis. Nunca desejei mulher nenhuma como desejo ela. Pode ser que seja só o t***o? Pode, mas tenho quase certeza que tem algo a mais. Não sei se é a língua afiada dela, a forma com que ela me peita, me dá uns fora do nada e logo depois vem me agradar com uma comida gostosa. O único defeito dessa mulher é não ser minha e ser uma bocuda do c*****o. Mas às vezes caio na real e vejo que estou tendo atitudes de maluco. Me incomoda pra c*****o ela ficar no celular, fico imaginando mil coisas, tá ligado? Como se ela estivesse falando com outro, a mente tem sido minha pior inimiga. — A menorzinha eu tomei pra mim. Posso tá estressado com os problemas de fora, mas quando chego em casa é sorriso no rosto pra ela, brinco até deixar ela exausta. Essa criança tem me salvado todos os dias de mim mesmo, não consigo ficar sem ela. Bianca fica infernizando querendo ir embora com a menina, mas não vai. Ela não quer e eu não quero, e fim de papo. — Já esperava tudo o que o Fael falou. O Ferrugem vai tentar se aliar, não conseguiu com o Fael porque o mano é de raça, tá na postura e vive o crime. Mas isso não quer dizer que ele não vá conseguir com outros, né? Temos que ficar de olho porque não estamos ligados em todo mundo, não boto minha mão no fogo por ninguém, não tô maluco. Chegamos no morro já era quase 16h e passaram a visão que a Bianca estava no Fofocas Bar. Ela tá ficando doida, só pode. Peguei o contato dela pela ficha que puxei, sim, agora eu sei tudo sobre ela. Só não consigo lembrar muito dela aqui no morro antes de ir embora. Demorei pra mandar mensagem, fiquei olhando ela de longe, quero ver qual é a dela, se vai me respeitar ou se vai ficar de pilantragem. — O Terror ficou com o semblante fechado, já estava desconfiado que ele tava se envolvendo com a mina que mora lá na casa dele. Só fiquei na dúvida porque ele não costuma ficar com novinha, tem pavor, ou pelo menos tinha. Trocamos ideia e ele abriu o jogo, disse até que ela o acusou de ter tirado o DIU do lugar. Ri muito pra c*****o hahaha, qual é a dessa parada? O cara é o Kid Bengala, tá brincando. O tal do removedor de DIU hahaha, gastei a onda nesse cara. Tava com saudade disso, trocar uma ideia com ele, ele me dar os toques. Sei que é f**a pra ele, muita correria e diversas coisas pra resolver, mas o lugar dele é do meu lado e dominando esse morro, pô. — Ficamos escoltando elas sem que percebessem. Até que mandei mensagem, ela tava toda sorridente e isso tava me irritando. Estávamos na boca perto do bar, é uma das bocas principais, tem salinha e tudo. Ficamos ali pegando a visão dela. Não me aguentei e mandei mensagem no w******p, e a filha da p**a ficou cheia de marra. "A gente não tem nada" não tem o c*****o. O que me deixou puto é que ela fez isso com intenção de me provocar, até porque antes ela tava na paz, só meio alterada, bêbada na verdade. Aí os caras que elas ficaram naquele dia do pagode colaram, lembro bem a cara desses arrombados. Já fui tomado pelo puro ódio, o Terror também. Cheguei expulsando esses filhos da p**a, tão testando minha fé. A mandada não quis vir embora, mostrei pra ela rapidinho que quem manda sou eu. Viemos embora e eu puto pra c*****o. Uma coisa é ela me deixar puto sem intenção, outra é fazer intencionalmente. Ela não me conhece de verdade, por uma parada dessa, ela poderia muito bem ver eu matar aquele moleque lá por causa dessas criancices. — Cheguei em casa e não quis assunto com ela mesmo, mas a diaba hoje tava na intenção de me perturbar. Vontade de dar logo um bandão nessa safada, papo reto. Tô cheio de ódio, cabeça a mil, ela conseguiu me deixar estressado e com muita raiva da cara dela. Nós discutimos feio e eu dei logo o meu papo: se não ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém. Aí veio falar que eu nunca tentei nada. Lógico, p***a! Trouxe ela pra cá com o objetivo de cuidar da Eloah, se eu tentasse algo, ia dizer que eu tava fazendo isso de segundas intenções e na maldade. Aí quando nós agimos na linha, ainda somos obrigados a escutar isso. Nunca me deu a******a também, ela quer o quê? Não costumo levar não, nunca tomei e não queria tomar um dela. Então fiquei na minha, mas às vezes mulher gosta mesmo é de homem escroto, que já chega botando pra fuder, dando em cima mesmo, jogando na cara. Ah, não fode! Aí eu seria insensível se fizesse isso. Mulher devia vir com manual de instruções, porque é tudo meio confuso. Dei meu papo de sujeito homem e fui pro quarto, abraça se quiser. Pode ficar com outro bem longe da minha vista, porque se eu ver, tá fudida. Aqui ela não fica com ninguém! — Tomei um banho gelado pra tentar acalmar os ânimos, maior tempão que não fico pilhado desse jeito e ela conseguiu essa proeza. Coloquei uma bermuda e me joguei na cama, liguei a TV mas não conseguia prestar atenção em nada. Tava realmente estressado, levantei e fui pra varanda fumar uns, porque tá f**a. Quando voltei pro quarto, ela já tava deitada, quase dormindo. Pelo menos não deu uma de maluca de ir dormir no outro quarto, já que a Eloah não está aqui. É isso aí mesmo, vamos dormir um com ódio do outro, mas juntos, na mesma cama. O bagulho é dormir que amanhã é outro dia. Deixa ela jogar mais uma vez na minha cara que eu nunca tentei nada — basicamente me chamou de sem atitude — agora tu ver, logo eu. Apaguei a luz, deitei puto e desliguei a TV. Ela tava na ponta da cama e eu deitei do outro lado. Aí reparei na roupa de dormir dela, essa mulher veio diretamente do inferno. Ela quer me provocar, a p***a do pano totalmente transparente, um macaquinho branco de dormir. Joguei logo a coberta em cima dela, sai daqui, demônio.
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