Cheguei na casa dela e logo me arrependi de ter entrado sem bater: ela estava apenas de toalha e as bochechas ficaram coradas de tanta vergonha. Mesmo com o pano cobrindo o corpo, dava para perceber perfeitamente a silhueta escultural que ela tem, graças a Deus. Ela é baixinha, deve ter um metro e cinquenta e quatro, pequenina quase como uma boneca, hahaha. Pele branca, olhos castanhos claros, cor de mel. Cabelo preto e ondulado, uma beleza sem igual. Ela não é o meu tipo… ou melhor, não era. Sempre fui de gostei das cavalonas, corpudas e bem formadas, sempre me amarrei nelas. Mas ver ela assim, totalmente natural, com os s***s um pouco avantajados, me deixou confuso sobre o meu próprio gosto para mulheres. Ela ficou muda e eu também, não sabia nem o que falar, perdi o raciocínio legal.
— Você podia ter batido na porta, né? — Disse ela, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, sem graça.
— Foi m*l, às vezes eu sou mesmo m*l-educado. Mas tu podia ter posto uma roupa, né? Tá impossível não olhar, tá f**a — Falei na cara dura mesmo, sem vergonha nenhuma.
— Eu não tenho roupas, estou de toalha justamente por isso. Lavei a que eu estava usando e estou esperando secar — Explicou ela, envergonhada.
— Toma essa grana aqui, compra umas peças para você. Quando tu pegar o dinheiro do seu pai lá no banco, tu me paga, sem problemas. Vou ali na minha casa pegar uma blusa para você usar até a sua secar — Falei, dando as costas e nem esperando ela responder.
Preciso de um banho, e de preferência gelado. Meu amigo ficou meio animado e essa não era a intenção; ele sempre quer se manifestar nas horas erradas, fico parecendo um moleque na puberdade, tomar no cu. Não posso ter pensamentos impuros com ela, a mina é ingênua, nunca nem ficou com ninguém, não vou cair nessa besteira.
Entrei na minha casa e já fui direto tomar um banho gelado, fiquei uns trinta minutos debaixo do chuveiro para esfriar a cabeça. Me enxuguei, vesti uma cueca, uma bermuda Nike preta e uma camisa preta. Passei meu desodorante e perfume, peguei umas cinco camisas e cinco cuecas para ela e voltei para a casa dela. Dessa vez, bati na porta, não vou dar a mesma mancada duas vezes. Ela mandou entrar e estava na cozinha almoçando; o cheiro estava maravilhoso, e a cara do prato também, agora o gosto é outra história.
— Quer almoçar? — Disse ela, colocando uma garfada na boca.
— Quero mesmo, mas antes coloca uma roupa aí, não tá maneiro tu ficar de toalha não — Falei, entregando as roupas que trouxe para ela.
— Até parece que tu nunca viu mulher de toalha — Rebateu ela, revirando os olhos.
— Não, só vejo peladas mesmo — Falei rindo, provocando.
— Credo, que horror — Disse ela, fazendo uma careta e indo se trocar.
Sentei à mesa para mexer no celular. Minutos depois, ela desceu vestindo a minha camisa. Fiquei um tempo parado olhando para ela: consegue ser linda sem esforço nenhum, sem maquiagem, sem p***a nenhuma. c*****o, quando os pais dela fizeram ela, foi obra de arte, o coroa não tem um p*u, tem um pincel na mão.
Ela colocou a comida no meu prato e fingiu não notar que eu a estava comendo com os olhos; por mais que eu tentasse evitar, era impossível não admirar. Serviu também um copo de coca-cola para mim.
— Gostei da recepção, vou voltar mais vezes — Falei, já começando a comer.
— Hoje eu estou de bom humor, amanhã pode ser que eu te atenda com umas vassouradas te botando para correr — Disse ela, com aquele tom irônico.
— Tu não faria isso com o dono do morro — Falei, provocando de volta.
— Tu é dono do morro lá fora, mas aqui dentro quem manda sou eu, já que foi você mesmo que me deixou morar aqui — Respondeu ela, levantando para levar o prato até a pia.
— Audaciosa, gostei — Falei, admirando a resposta, e continuei comendo.
Que delícia de comida, a mina mandou muito bem. Esqueça tudo, ela deu aula na cozinha, pra c*****o. Com certeza vou voltar mais vezes, e não é brincadeira não.