Terror Narrando
— Quanto aos caras que morreram, sei que é f**a. Mas poderia ser em qualquer invasão, não entra nessa neurose de ficar se culpando. Isso só vai te fazer m*l. A vida é feita de escolhas e eles escolheram estar ali. Tudo isso vai se ajeitar. Eu te prometi a sua liberdade e eu vou te dar ela. Só preciso que você fique o máximo de tempo possível em casa; aqui eu consigo te proteger, fico tranquilo sabendo que está bem. Agora, no morro, já não sei se consigo tanto. Por mais que aqui seja um quartel-general, os caras vieram e fizeram o que fizeram. Então prefiro evitar ao máximo que algo aconteça com você. Não quero te assustar, mas o que ele sente por você é uma obsessão doentia e agora eu também estou na jogada. Ele já tem ódio mortal de mim, digamos que é uma inveja enrustida. Então ele não tá pra brincadeira! — Falei jogando tudo às claras.
— Isso só faz eu ter mais nojo dele e querer que ele morra da pior forma possível. Mas por que ele tem ódio de você? — Perguntou ela, curiosa.
— Há muito tempo, fui num baile de um amigo meu, prestigiar o morro dele. Tinha uma mulher lá que estava dando mole pra mim, não quis de cara porque não gosto de mulher fácil, mas ela insistiu tanto que acabei pegando. Só que ela era a fiel dele e eu não sabia, até porque uma mulher comprometida não teria as atitudes que ela teve. Enfim, ele ficou sabendo e deu a maior merda. Depois disso ele ficou nessa rixa comigo. A mulher ainda veio pra cá quando ele mandou ela dar o pé, mas não deixei ela ficar no meu morro, até porque não tenho nada com isso, quem errou foi ela. — Contei com toda a sinceridade.
— Não gosta de mulher fácil até a segunda parte, né? Porque depois você foi lá e pegou. Enfim, ele tem ódio de você porque na cabeça dele você quer tudo o que é dele no quesito mulher, sendo que eu nunca fui dele. Olha que situação! — Falou ela, andando de um lado para o outro.
— Não precisa ficar com ciúmes não, nem te conhecia na época. Foi só uma f**a m*l resolvida, relaxa. — Falei provocando pra descontrair o clima.
— Me poupe dos detalhes! Acho que se eu começar a falar dos meus rolos, você não vai gostar. — Disse ela, já ficando p**a.
— Não era você que era boca virgem, nunca tinha beijado, nunca tinha feito nada? Qual foi, tá cheia de marra, filha da p**a? — Falei brincando, dando um apertão no pescoço dela.
— Não menti! Mas vontade eu tinha, ué, não estou morta, querido. — Respondeu ela, se saindo bem como a boa diaba que é.
— Não quero saber disso não, sua diaba! Essa vontade aí tem que ser só pra mim, senão eu te mato e é sem papo! — Falei, deitando na cama.
— Mata nada, vai tomar no cu! — Debochou ela e veio deitar do meu lado.
Deixo ela pensar que é só brincadeira, mas jogo fora, filho. Se vem nessa de dizer que tem vontade, tem que ter só comigo, virei o****o pra c*****o. Ela falar isso na minha cara me dá uma vontade danada de dar um castigo nessa filha da p**a.