- Quando eu abracei ela… eu senti.Senti que ela tava quebrada. O corpo dela encaixou no meu como se estivesse cansado de lutar sozinho. As mãos segurando minha camisa com força, como se tivesse medo de eu sumir.
- E, naquele momento… eu entendi o quanto ela tava sofrendo em silêncio. Apertei ela mais. Sem pressa. Sem falar nada. Só ficando.
GB: Eu senti tua falta… - falei baixo, com a voz falhando mais do que eu queria.
- Ela respondeu… mas veio quebrado.
Bianca: Eu também…
Aquilo bateu forte, afastei um pouco pra olhar pra ela. O rosto molhado, os olhos fugindo dos meus… como se ainda tivesse vergonha.
GB: Vergonha de quê, cara? - Passei o polegar no rosto dela, limpando as lágrimas. — Para de fugir de mim, falei baixo, mas firme. Ela não respondeu, mas também não se afastou. E isso já dizia muita coisa.
- Desci a mão devagar pelo braço dela, sentindo a pele… tentando trazer ela de volta pra mim, no toque, no cuidado.
GB: Tu acha mesmo que eu parei de te querer? - Ela travou, ficou em silêncio. Mas segurou minha camisa com mais força.
Ali eu entendi, ela não queria distância, só tava com medo.
- Aproximei mais, devagar, dando tempo pra ela recuar. Ela não recuou, pelo contrário. Veio! Encostei minha testa na dela, respirando fundo.
GB: Olha pra mim. - Demorou… mas ela olhou. E quando olhou… eu vi tudo, dor, medo. Mas também vi amor e isso foi o suficiente.
GB: Tu é minha mulher… e nada mudou isso. - Falei olhando dentro dos olhos dela, pra ela entender de uma vez.
- E foi ali que ela cedeu. O beijo veio devagar, diferente de tudo que a gente já teve. Sem pressa, sem urgência. Como se fosse a primeira vez de novo. E, ao mesmo tempo… como se tivesse dois meses de saudade acumulada ali.
- Eu segurei o rosto dela com cuidado, como se ela pudesse quebrar a qualquer momento. E, conforme o beijo foi acontecendo… eu senti ela voltando.
Pouco a pouco, no toque, na respiração, na forma como ela começou a me corresponder. Quando ela passou a mão pelo meu peito… acabou comigo. Porque eu sabia o quanto ela tinha se afastado… e aquilo ali era ela tentando voltar. Ela se afastou um pouco, ofegante.
Bianca: Gabriel… - Disse. - Encostei a testa na dela.
GB: Se tu quiser parar… a gente para. - Disse e eu falava sério. Não era sobre mim, nunca foi. Os olhos dela encheram de água… mas dessa vez era diferente.
Ela negou com a cabeça.
Bianca: Eu não quero que você me veja diferente. - Disse em meio as lágrimas.
- Aquilo me deu um aperto no peito. Segurei o rosto dela mais firme.
GB: Eu tô te vendo melhor do que nunca. - Disse e era verdade. Porque ali… na minha frente… não tinha fraqueza, tinha força, tinha uma mulher que passou por tudo aquilo… e ainda tava de pé. E ainda era minha!
- Ela se aproximou de novo, sem medo dessa vez. O beijo voltou mais intenso… mais quente… mas eu segurei o ritmo. Não deixei virar só desejo. Eu queria que ela sentisse, que ela entendesse, que eu tava ali, que eu não ia a lugar nenhum. Puxei ela contra mim, firme. Senti ela se encaixar… esconder o rosto no meu pescoço. E aquilo… Aquilo me acalmou de um jeito que eu nem sei explicar.
Bianca: Eu te amo… — ela falou baixinho.
Fechei os olhos na hora. Aquilo bateu diferente.
GB: Fala de novo… - Disse e ela soltou um sorriso leve, ainda colada em mim.
Bianca: Eu te amo! - Disse e apertei ela mais forte, como se pudesse guardar aquilo dentro de mim. E, naquele momento, nada mais importava. Nem problema, nem perigo, nem passado. Era só eu e ela. E, finalmente ela tinha voltado pra mim.