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657 Words
- Quando eu abracei ela… eu senti.Senti que ela tava quebrada. O corpo dela encaixou no meu como se estivesse cansado de lutar sozinho. As mãos segurando minha camisa com força, como se tivesse medo de eu sumir. - E, naquele momento… eu entendi o quanto ela tava sofrendo em silêncio. Apertei ela mais. Sem pressa. Sem falar nada. Só ficando. GB: Eu senti tua falta… - falei baixo, com a voz falhando mais do que eu queria. - Ela respondeu… mas veio quebrado. Bianca: Eu também… Aquilo bateu forte, afastei um pouco pra olhar pra ela. O rosto molhado, os olhos fugindo dos meus… como se ainda tivesse vergonha. GB: Vergonha de quê, cara? - Passei o polegar no rosto dela, limpando as lágrimas. — Para de fugir de mim, falei baixo, mas firme. Ela não respondeu, mas também não se afastou. E isso já dizia muita coisa. - Desci a mão devagar pelo braço dela, sentindo a pele… tentando trazer ela de volta pra mim, no toque, no cuidado. GB: Tu acha mesmo que eu parei de te querer? - Ela travou, ficou em silêncio. Mas segurou minha camisa com mais força. Ali eu entendi, ela não queria distância, só tava com medo. - Aproximei mais, devagar, dando tempo pra ela recuar. Ela não recuou, pelo contrário. Veio! Encostei minha testa na dela, respirando fundo. GB: Olha pra mim. - Demorou… mas ela olhou. E quando olhou… eu vi tudo, dor, medo. Mas também vi amor e isso foi o suficiente. GB: Tu é minha mulher… e nada mudou isso. - Falei olhando dentro dos olhos dela, pra ela entender de uma vez. - E foi ali que ela cedeu. O beijo veio devagar, diferente de tudo que a gente já teve. Sem pressa, sem urgência. Como se fosse a primeira vez de novo. E, ao mesmo tempo… como se tivesse dois meses de saudade acumulada ali. - Eu segurei o rosto dela com cuidado, como se ela pudesse quebrar a qualquer momento. E, conforme o beijo foi acontecendo… eu senti ela voltando. Pouco a pouco, no toque, na respiração, na forma como ela começou a me corresponder. Quando ela passou a mão pelo meu peito… acabou comigo. Porque eu sabia o quanto ela tinha se afastado… e aquilo ali era ela tentando voltar. Ela se afastou um pouco, ofegante. Bianca: Gabriel… - Disse. - Encostei a testa na dela. GB: Se tu quiser parar… a gente para. - Disse e eu falava sério. Não era sobre mim, nunca foi. Os olhos dela encheram de água… mas dessa vez era diferente. Ela negou com a cabeça. Bianca: Eu não quero que você me veja diferente. - Disse em meio as lágrimas. - Aquilo me deu um aperto no peito. Segurei o rosto dela mais firme. GB: Eu tô te vendo melhor do que nunca. - Disse e era verdade. Porque ali… na minha frente… não tinha fraqueza, tinha força, tinha uma mulher que passou por tudo aquilo… e ainda tava de pé. E ainda era minha! - Ela se aproximou de novo, sem medo dessa vez. O beijo voltou mais intenso… mais quente… mas eu segurei o ritmo. Não deixei virar só desejo. Eu queria que ela sentisse, que ela entendesse, que eu tava ali, que eu não ia a lugar nenhum. Puxei ela contra mim, firme. Senti ela se encaixar… esconder o rosto no meu pescoço. E aquilo… Aquilo me acalmou de um jeito que eu nem sei explicar. Bianca: Eu te amo… — ela falou baixinho. Fechei os olhos na hora. Aquilo bateu diferente. GB: Fala de novo… - Disse e ela soltou um sorriso leve, ainda colada em mim. Bianca: Eu te amo! - Disse e apertei ela mais forte, como se pudesse guardar aquilo dentro de mim. E, naquele momento, nada mais importava. Nem problema, nem perigo, nem passado. Era só eu e ela. E, finalmente ela tinha voltado pra mim.
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