Maitê
Pelo incrível que parece, eu tô de ressaca da f**a de sábado ainda – e hoje já é quarta. Desde aquele dia ele só me mandou mensagem perguntando se eu tinha chegado bem, e depois não mandou mais nada… Só pediu pra me seguir no i********:, pelo menos isso né. Eu tô aqui no meu consultório esperando o último cliente, até que recebo uma notificação no meu Insta de um perfil de fofoca.
Instagram on
Gossip_darocinha começou a te seguir
Que falta do que fazer… 22 mil pessoas seguem isso, inclusive a Alice. No mesmo tempo que acho muita falta do que fazer, é sempre bom se manter informada, né kkkkk. Então eu peço pra seguir – já que o perfil é privado – e vamos ver as fofocas quando me aceitarem. Logo depois o meu cliente chega: era só uma avaliação mesmo, então foi rapidinho. Ele fez o pagamento e foi embora, então eu fui fechando o consultório pra ir pra casa… Até que alguém me ligou – eu só atendi sem ver quem era.
Ligação on
Maitê – Alô, quem é?
Fantasma – Já esqueceu do seu marido?
Maitê – Haha, nunca, amor!
Fantasma – Tá fazendo o que?
Maitê – Saí do trabalho agora, estou indo para casa porque…
Fantasma – Às 21 eu te busco.
Maitê – Mas eu nem te falei se eu quero!
Fantasma – Mas eu sei que você quer, preciso nem perguntar. Depois só me manda o endereço.
Maitê – Tá bom, eu te mando. Beijoss!
Fantasma – Beijos, gostosa.
Ligação off
Esse daí me surpreende… Mas bem que eu tava precisando mesmo sair! Agora são 18 horas, acho que dá tempo de fazer tudo rapidinho. Minha mãe tá pesando demais na minha vida, o porquê eu não sei – toda hora vem falar alguma coisa pra mim sem eu ter feito nada. Chego em casa, já mando a minha localização pra ele, tomo meu banho premium, saio, seco o cabelo, faço uma make bem básica. Quanto à roupa, não faço a mínima ideia – aqui no Rio o tempo tá meio duvidoso: tá calor, mas tem um ventinho suspeito. Então vou usar uma calça jeans preta e um body tomara que caia.
Termino de me arrumar e ele já manda mensagem dizendo que vai chegar. Mas antes de sair, claro que tirei uma foto pra postar. Tranco a porta do meu quarto e já vou descendo.
Maitê – Tchau, mãe! Tchau, pai! Vou sair para jantar. – falo dando um beijo na cabeça de cada um.
Pai – E tá de pretendente novo? – fala me olhando sorrindo, brincando como sempre.
Maitê – Muita calma nessa hora, pai… Quem sabe? – falo rindo. Minha mãe fica me encarando.
Não estou entendendo o porquê, mas logo logo vou descobrir. Saio de casa e o carro dele tá estacionado do outro lado da rua: uma BMW X6 preta, toda filmada, com rodas pretas. Atravesso e já entro.
Maitê – Oi! Tá bem? – falo batendo a porta e olhando pra ele. O carro tava impregnado com o cheiro do perfume dele.
Fantasma – Tô bem, linda. E você? – fala me olhando por completo – acho que ele reparou em tudo.
Maitê – Tô bem sim! – falo olhando pra ele.
Fantasma – Se arrumou toda pra mim, é? – fala passando a mão na minha coxa e cheirando o meu pescoço.
Maitê – Foi! Gostou? – falo com a mão no pescoço dele.
Fantasma – Quero tirar tudo… – fala beijando o meu pescoço, e eu arrepio.
Maitê – Safado! – falo rindo, e ele ri de canto, começando a sair com o carro pra gente ir ao restaurante.
A gente vai conversando o caminho todo – e ele é uma pessoa muito legal. Eu não tinha conversado tanto assim com ele: é o tipo de pessoa que o assunto nunca morre, e é homem com H maiúsculo mesmo. Chegamos no restaurante: era um de frente pra praia, coisa fina, dava pra ver o mar – lindo demais. Só entrava com reserva, e ele tinha reservado, então a gente foi para nossa mesa.
Fantasma – Vai pedir o que? – fala me olhando.
Maitê – Acho que vou pedir um talharim com filé mignon. E você? – falo olhando pra ele.
Fantasma – Vou pedir o mesmo. Você bebe vinho? – fala me olhando.
Maitê – Bebo sim! Você vai querer pedir? – falo olhando sugestiva pra ele.
Fantasma – Pedi uma garrafa pra gente. – fala me olhando.
Maitê – Mas eu não vou beber muito não… Eu fico muito feliz quando bebo vinho. – falo soltando um riso fraco.
Fantasma – Quero ver essa versão sua então. – fala rindo fraco e chamando o garçom.
Então ele faz o pedido e a gente espera que chegue, enquanto conversamos.