Maitê A tempestade passou, deixando para trás um rastro de lama e um silêncio pesado no galpão. A corrida para o hospital do morro foi uma eternidade, um barulho de sirenes abafadas pela chuva e a preocupação estampada nos rostos de todos. No pequeno hospital, a cena era de tensão. Médicos e enfermeiros corriam de um lado para o outro. Eu, com o corpo dolorido e a alma cansada, estava ao lado do Fantasma e da Alice na sala de espera improvisada, com os olhos fixos na porta do centro cirúrgico. A Laura e o Pedrinho estavam com a tia Nana, que tentava distraí-los do clima pesado. As horas se arrastaram, cada minuto parecendo uma eternidade. Finalmente, o médico veio até nós, o rosto cansado, mas com um sorriso tranquilizador. Médico – O Neguinho é forte. A facada foi profunda, mas não at

