O silêncio da noite era cortado apenas pelo ronco distante de carros e pelo farfalhar das folhas na entrada da mansão. Dante não conseguia descansar; cada sombra parecia carregar perigo, cada ruído, uma ameaça. O rosto dele estava fechado, os olhos negros como carvão, refletindo a luz tênue dos lustres do escritório. Leonardo estava estabilizado, mas ainda na UTI, sob cuidados intensivos. Isso não diminuía a raiva que fervia dentro dele. Santiago ainda respirava em algum lugar, e Pietro — Pietro tinha se mostrado leal, mas algo na voz dele deixava Dante inquieto. Ele estava sozinho no escritório, sentado atrás da mesa, a mão segurando o coldre como se fosse a âncora que o mantivesse no mundo real. O telefone sobre a mesa vibrava, mas Dante não atendia. Ele precisava pensar. Precisava mont

