O céu parecia pesar sobre a cidade. Cinza, denso e ameaçador — como se anunciasse a guerra que se aproximava. Dante encostou o punho fechado contra o vidro da janela, os olhos fixos nas ruas lá embaixo. Costello estava ao telefone, em outra sala, colhendo informações da última movimentação do inimigo. Isadora observava Dante de longe. O jeito como ele m*l piscava, os músculos do maxilar rígidos, o olhar de quem já tinha tomado uma decisão que custava caro. — Eles estão se movendo, não é? — a voz dela soou baixa, mas firme. Dante assentiu com um movimento quase imperceptível. — Santiago e Domenico não estão mais se escondendo. Estão prontos pra vir com tudo. — Então por que você ainda está aqui? Ele se virou lentamente para ela, como se cada segundo que passava fosse precioso demais p

