O relógio marcava pouco depois das dez da manhã quando os portões da mansão se abriram para receber os primeiros carros. O pátio externo parecia uma fortaleza: homens armados, detectores de metais, câmeras reposicionadas. Nada entrava ou saía sem passar pelo crivo de Pietro. Dentro, a tensão era quase palpável. O salão principal fora preparado para a reunião. Uma longa mesa de madeira maciça ocupava o centro, ladeada por cadeiras estofadas. No topo, o assento de Dante — não uma cadeira, mas um trono disfarçado de poltrona, projetado para impor. Sobre a mesa, garrafas de whisky e taças reluziam sob a luz dourada dos lustres, mas ninguém estava ali para beber. Isadora descia as escadas quando o primeiro grupo entrou. Homens de ternos caros, rostos marcados por cicatrizes, olhares que media

