Isadora não sabia quanto tempo ficou ali, presa nos braços de Dante. Era como estar no meio de uma tempestade silenciosa — cada gota um segredo, cada trovão uma lembrança. O toque dele era firme, mas havia algo diferente agora. Não era controle. Não era raiva. Era cansaço. Era rendição. Mas também era perigoso. — Eu preciso respirar — ela sussurrou, tentando se afastar. Dante hesitou antes de soltá-la. Seus olhos estavam cravados nela, escuros como a noite que ainda pairava entre eles. — Você não devia ter lido aquilo. — Eu tinha o direito — ela rebateu, cruzando os braços. — Você me jogou nesse mundo sem aviso. Sem escolha. Pelo menos agora, eu sei em que campo estou pisando. Ele assentiu devagar. — E então? Vai embora? Agora que entendeu quem eu sou? Ela engoliu em seco. — Eu j

