O caminho de volta ao hotel foi silencioso. Não o tipo de silêncio incômodo, mas aquele que só existe entre duas pessoas que sabem que o tempo está se esgotando. Como se as palavras fossem inúteis diante do que está por vir. Dante dirigia com uma das mãos no volante e a outra descansando sobre o câmbio. Seus olhos estavam fixos na estrada, mas Isadora sabia que a mente dele estava longe dali. No campo. Na guerra. No nome do pai dela. Ela queria dizer algo, qualquer coisa que quebrasse a tensão que vibrava entre os dois. Mas as palavras morriam na garganta. Quando entraram na cobertura, ele trancou a porta e foi direto até o bar. Serviu um whisky para si. Nenhum para ela. — Você bebe sempre que sabe que vai m***r alguém? — ela perguntou, sentando-se no braço do sofá, observando-o. Dan

