O sol ainda estava baixo no horizonte quando Dante entrou na sala de reuniões, ajustando a manga da camisa escura. O semblante fechado denunciava que a manhã não seria leve — nada era leve nos últimos tempos. Ele parou ao lado da cabeceira da mesa, pegou o celular e discou o número de Isadora. — Bom dia, meu amor. — a voz dele soou baixa, grave, mas carregada de um carinho que poucos conheciam. — Como foi a consulta? Do outro lado da linha, Isadora respondeu com um tom doce: — Tudo ótimo, Dante. O bebê está saudável. O médico disse que estamos progredindo muito bem. Ele fechou os olhos por um segundo, permitindo-se respirar aliviado. Um bebê. A palavra ainda parecia surreal. — Cuida de você, entendeu? Nada de exageros. Eu chego mais tarde. Quando desligou, não percebeu que não estava

