A chuva caía pesada, martelando o asfalto com força, como se a própria cidade chorasse pela guerra que estava prestes a explodir. O cheiro de terra molhada se misturava ao de pólvora no ar. Dante ajustou o coldre no corpo, os músculos tensos, cada fibra gritando que algo estava errado. Ele não era homem de confiar na sorte, mas essa noite... essa noite estava carregada demais. Seu carro parou diante do armazém abandonado. As janelas quebradas refletiam a luz da lua como olhos atentos, e Dante sentiu o coração acelerar. Matteo tinha dado as últimas coordenadas: Santiago estava lá dentro. Finalmente, depois de tantas voltas no inferno, ele teria a chance de acabar com essa praga. — Fique alerta. — ordenou pelo rádio. — Qualquer sinal de movimento, atirem para m***r. A resposta veio firme:

