Aisha acordou lentamente em seu quarto, ainda com a cabeça pesada. A luz suave entrava pelas cortinas, e a primeira coisa que percebeu foi o calor de uma mão envolvendo a sua. Piscou algumas vezes até conseguir focar o olhar em Pedro, sentado ao lado da cama, observando-a com atenção contida. — Você está bem? — perguntou ele, a voz baixa, mas tensa. — Desmaiou do nada. Ela respirou fundo antes de responder, tentando organizar os pensamentos que ainda pareciam dispersos. — Estou bem. Foi só uma queda de pressão. Pedro franziu levemente a testa, claramente não convencido. — Aisha, isso não é normal. Vou te levar ao médico. Ela apertou a mão dele com força, quase num gesto desesperado. — Não, por favor. Eu estou bem, de verdade. — Como espera que eu te deixe vivendo sozinha depois dis

