capítulo 44

941 Words

O tique-taque do relógio na parede era o único som constante na sala. Aisha estava acordada havia tempo demais para não perceber isso. O braço doía levemente por causa da sonda, mas a dor parecia distante, quase irrelevante. Seus olhos permaneciam presos à pequena incubadora ao lado da cama. Ali dentro estava sua filha. Tão pequena que parecia frágil demais para existir fora do corpo dela. Aisha sentiu o peito apertar quando viu o bebê se mexer, um movimento curto, quase imperceptível. Um sorriso escapou, cansado, mas verdadeiro. Ela havia passado meses com medo. Medo de que a criança nascesse albina, medo de que algo desse errado, medo de que o mundo fosse c***l demais logo no primeiro instante. Mas não foi assim. Ela nasceu perfeita. Quente. Viva. Linda. Só então Aisha se deu conta d

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