Aisha permaneceu parada no meio do quarto por alguns segundos, absorvendo tudo ao redor como se precisasse se certificar de que aquilo era real. O homem estava deitado na cama, nu, com o corpo relaxado e o semblante tranquilo, como se o mundo não lhe impusesse qualquer ameaça. Havia algo de profundamente perturbador naquela calma. Por um instante fugaz, quase c***l, passou-lhe pela mente a imagem de uma faca brilhando sob a luz fraca e o corte preciso em seu pescoço. Seria simples. Rápido. Definitivo. A vingança perfeita. Mas ela não queria isso. Não queria a morte dele. Queria algo muito pior. Queria que ele se afogasse no mesmo desespero que a consumia. Queria vê-lo perder o chão, o controle, a segurança. Desejava que ele vivesse o mesmo inferno que ela aprendera a suportar naquela ter

