Eles estavam deitados juntos na cama, o corpo de Helena encostado ao dele, o calor da pele e a respiração misturando-se. Klaus acariciava cada curva dela com delicadeza, enquanto seus lábios encontravam os dela em beijos suaves que se tornavam cada vez mais intensos. Ele deslizava a mão pelo braço dela, depois pelas costas, beijava o pescoço, e ela retribuía cada gesto, cada toque, cada suspiro.
Em meio àquele calor, Helena parou, respirando fundo.
— Klaus… — murmurou, hesitante.
Ele parou imediatamente, encostando a testa na dela.
— Desculpa, amor… me desculpa, eu me empolguei — disse ele, com a voz baixa, arrependido por tê-la assustado.
— Não é isso — respondeu ela, olhando nos olhos dele.
Ele inclinou a cabeça, confuso.
— Então o que é?
— É que… eu nunca… eu nunca fiz isso — ela confessou, a voz suave e cheia de timidez.
Um sorriso iluminou o rosto de Klaus, misturando surpresa, emoção e ternura.
— Você está dizendo pra mim que é virgem? — perguntou, quase sem acreditar.
— Sim — disse ela, com um leve rubor no rosto. — Eu nunca te contei antes, mas é a verdade.
Ele respirou fundo, segurando o rosto dela entre as mãos, os olhos brilhando de emoção.
— Então você é ainda mais preciosa do que eu imaginava — disse, com a voz carregada de reverência e carinho.
Helena sorriu, sentindo-se segura e amada de uma forma que nunca havia experimentado antes. Klaus se inclinou novamente, beijando-a suavemente, devagar, como se estivesse guardando cada instante na memória.
— Quer agora… ou prefere esperar um pouco mais? — perguntou, com a voz firme, mas cheia de amor.
Ela respirou fundo, abraçando-o com força, sentindo o coração disparar, e respondeu apenas com um sorriso tímido. Klaus entendeu, sorriu de volta e a envolveu nos braços, descansando a cabeça sobre a dela.
Eles ficaram assim, abraçados, os corações batendo juntos, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido. Um amor intenso, puro e inabalável, selado em cada toque, cada suspiro, cada beijo que prometia proteção, respeito e entrega total.
Depois de um tempo em silêncio, ainda abraçados, Helena respirou fundo, como se juntasse coragem dentro do peito.
— Klaus… — chamou baixinho.
— Oi, meu amor — respondeu ele, sem soltar dela.
— Eu sempre tive um sonho… — ela começou, a voz embargada — de me entregar só depois que eu casasse com o homem da minha vida.
Klaus levantou um pouco o rosto, olhou para ela com um sorriso que misturava orgulho e emoção.
— Isso é lindo, amor… de verdade. É maravilhoso.
Ela sorriu, os olhos marejados.
— Como eu te contei… ele sempre insistia, né? Pelo fato de eu já ter 22 anos. E eu até fiquei com ele 2 anos , mas sempre me guardei...
Klaus passou o polegar com cuidado pelo rosto dela, como se estivesse tocando algo sagrado.
— E você nunca quis? — perguntou com suavidade, sem cobrança nenhuma.
— Não é que eu não quisesse… — ela confessou — eu sinto vontade, sim. Mas eu travava. É como se algo dentro de mim pedisse calma. Você consegue me entender?
Ele sorriu com ternura, um sorriso calmo, seguro, cheio de amor.
— Eu consigo, amor. Eu entendo completamente. Você é preciosa demais. Não existe pressa nenhuma. Está tudo bem esperar. Todo o tempo do mundo.
Ela o encarou, emocionada.
— De todas as surpresas que você poderia me fazer na vida — continuou Klaus, a voz firme e doce — essa é a mais linda, a mais perfeita, a mais pura de todas. Saber que a mulher que eu amo escolheu se guardar assim… — ele respirou fundo — muda tudo. A minha noiva vai ser literalmente minha, de alma, de coração.
Helena sorriu, deixando uma lágrima escapar.
— Eu sei que quando isso acontecer… — disse baixinho — eu vou te dar a melhor noite de todas.
Klaus sorriu, tocado, e acariciou o rosto dela com extremo cuidado, como se estivesse fazendo uma promessa silenciosa.
— E eu tenho certeza disso — respondeu. — Vai ser a melhor noite de todas, meu amor. Porque vai ser com amor, com respeito… e no nosso tempo.
Ele a puxou para mais perto, envolvendo-a num abraço forte e seguro. Helena fechou os olhos, sentindo-se protegida, amada e absolutamente certa de que estava ao lado do homem certo.
Ali, naquele instante, não havia ansiedade, nem medo, nem dúvida.
Só duas almas escolhendo caminhar juntas — com calma, com verdade e com um amor que já parecia eterno.
Na manhã seguinte, Helena abriu os olhos devagar e percebeu Klaus já acordado, sentado na cama, olhando para ela.
Ela sorriu, ainda com a voz rouca de sono:
— O que foi?
Ele sorriu de volta, suave, e disse com a voz cheia de ternura:
— Eu… só estava admirando a minha joia. — Ele piscou de leve e continuou, como se cada palavra fosse uma declaração silenciosa — Ainda parece um sonho tudo o que você me contou ontem.
Ela corou, desviando o olhar, sentindo o coração bater mais rápido.
— Desculpa… — começou, hesitante — por não ter contado antes. Eu tive vergonha… é estranho, sabe? Eu casar com você, e eu sendo tão nova, inexperiente… ainda virgem. Fiquei com receio de você se chatear comigo.
Klaus se aproximou, colocou a mão no rosto dela, acariciando cada linha de seu rosto com cuidado e reverência.
— Chatear? — ele riu baixinho, divertido, mas cheio de amor — Amor, você está falando sério? Eu jamais poderia me chatear com você por ser quem você é. — Ele aproximou a testa da dela — Pelo contrário… isso me faz te amar ainda mais. Cada pedaço de você é precioso pra mim, cada medo, cada insegurança.
Helena sentiu as lágrimas querendo escapar, mas Klaus segurou seu queixo e a olhou nos olhos, intenso e doce ao mesmo tempo:
— Eu prometo, Helena… — disse firme, com uma convicção que aquecia o coração dela — Eu vou te proteger, te respeitar, te valorizar… sempre. E não importa o que aconteça, você é minha, minha noiva, minha mulher. Eu vou amar cada pedacinho seu, até os medos, até as dúvidas.
Ela fechou os olhos, encostando a cabeça no peito dele, sentindo o coração dele bater forte contra o dela.
— Eu te amo tanto, Klaus… — sussurrou, sentindo-se completamente segura.
Ele envolveu-a com cuidado, beijando o topo da cabeça dela, como se aquele gesto fosse capaz de guardar cada fragmento da sua alma.
— E eu te amo mais do que você pode imaginar — respondeu ele, firme e apaixonado — Você é minha vida, Helena. E nada nesse mundo vai mudar isso.
Ela sorriu, aconchegando-se ainda mais nele, sabendo que ali, naquele abraço, estava o lugar mais seguro e mais perfeito do mundo.