Vitor Narrando...
A pergunta foi bem direta sem rodeios e olhar que ele me lançou foi de uma análise como se esperasse que fosse fugir do assunto ou dar alguma resposta vaga, eu não julgo ele só tá me conhecendo agora.
Eu no lugar dele faria bem pior se algum maluco aparecesse do nada querendo assunto com a minha filha, Isso não posse é proteção.
Sombra - Eu tô apaixonado pela sua filha Luísa seu Pedro, eu imagino que você deve pensar que tô aqui só pra tira um tempo mais não é isso não, eu não vou negar eu quero construir um futuro com ela.
Ele ficou ainda mais sério que antes, mais eu fui sincero em tudo que eu disse, não é mentindo que vou ganhar a confiança dele.
Pedro- E tá pensando em tirar ela daqui de perto de mim e dos irmãos dela?
Sombra- isso só ela pode decidir não cabe a mim fazer nada que ela não queria, se eu tiver que comprar umas terras aqui perto e viver com ela nessa cidade pequena acredite eu vou sim, não tô disposto a ficar longe dela de novo.
falei minhas palavras firmes olhando dentro do seus olhos.
Pedro- Eu reconheço que você me parece decidido e empenhado, mais você precisa saber que a Luísa não é essas mulheres da cidade grande que você está acostumado rapaz, ela é uma menina doce e ingênua nunca saiu daqui antes, não sabe nada sobre o mundo.
ele mudou o semblante, parecia preocupado, eu gostei disso.
sombra- E isso que eu mais admiro nela, por que ela me traz uma paz que eu nunca tive antes, com ela eu vejo um futuro melhor pra mim, eu respeito o senhor e a sua opinião sobre mim, mais eu só saio daqui se ela decidir que não me quer na vida dela.
as últimas palavras saíram amargas na garganta.
Pedro- Eu não me oponho a essa relação o que vocês decidirem eu pretendo respeitar, você me parece um rapaz correto, eu só não quero que ela saia machucada.
sombra- pode ter certeza que vou me esforçar ao máximo pra isso não acontecer, o senhor tem a minha palavra.
falei estendendo a mão até ele pra apartar sua mão, é assim que se fecha um acordo entre cavalheiros, com certeza não aprendi isso com o meu pai.
Pedro- ótimo.
Ele apertou a minha mão firme, eu to começando a achar até que ele tá gostando de mim, soltei um sorriso espontâneo de satisfação pessoal e acho que ele notou.
Pedro- acho que eu não preciso avisar que aqui é uma casa de família e vocês não vão dormir juntos aqui dentro.
é ele com certeza percebeu a minha alegria e já me deixou claro as suas regras, achei justo.
sombra- pode ficar tranquilo eu durmo aqui na sala.
agora nós dois sorrimos.
Luísa Narrando...
Terminei de preparar a mamadeira da minha irmã Sofia e fui até o quintal levar a mamadeira, o Maike e o João estavam jogando a bola nova que o Vitor deu para eles, e a Brenda estava deitada na rede olhando vídeo no tablet novo.
Luísa- Brenda onde está o Vitor com a soso?
Brenda- o seu namorado está lá na sala conversando com o pai.
Meu coração disparou, só conseguia imaginar que o meu pai deveria ter falado coisas horríveis para o Vitor sumir daqui e não voltar nunca mais.
Sai com a mamadeira na mão apressada até a sala, quando eu cheguei lá eles estavam conversando tranquilos sobre futebol.
Luísa- vem soso vamos para o quarto pra você tomar o seu tete.
peguei ela do colo do Vitor e levei ela no colo até o quarto, deitei ela na sua cama e dei a mamadeira pra ela segurar.
sofia- obigado lu.
Luísa- vou dar um banho na Brenda e você é aproxima mocinha.
Ela só riu.
Fiquei ali no quarto um tempo organizando as roupas que as meninas vão usar depois do banho, o Vitor apareceu na porta do quarto mais sem entrar.
Sombra- o que você está fazendo?
Ele perguntou me tirando da minha concentração.
Luísa- vou preparar o banho das minhas irmãs depois eu vou fazer o jantar.
falei sorrindo, já estou acostumada com a minha rotina.
sombra- não, fica suave atende as tuas irmãs e deixa que eu preparo o jantar para todos nós.
ele falou sorrindo e sem nem me deixar argumentar virou as costas e ele saiu andando pelo corredor.
Eu não sabia se ficava feliz ou não, por que tudo isso é novo pra mim, ter alguém aqui que me ajude com a casa e meus irmãos não é algo que eu estou acostumada a ter, o meu pai é um bom pai mais ele se limita a não deixar faltar nada para nós em casa mais com relação as tarefas ele nem se envolve.
terminei de organizar as roupas e dei um banho na Brenda depois na Sofia, arrumei o cabelos delas, mandei os meninos tomar banho, dei uma organizada nas mochilas, ajudei o João a fazer as tarefas da escola, depois fui até a cozinha ver o que o Vitor estava preparando para o jantar.
Entrei na cozinha e o Maike estava conversando com ele sobre um garoto implicante da escola, é impressionante como o Vitor tem um jeito tranquilo de lidar com eles, é como se ele já tivesse o instinto paterno.
Maike- e quando eu fui passar pelo corredor o Douglas me deu uma bolada no rosto, ainda bem que a professora viu, ela disse que ia chamar a mãe dele na escola.
o Maike estava falando do lado dele, e o Vitor prestando atenção nele e ao mesmo tempo picando a carne.
Sombra- amanhã eu vou buscar vocês na escola e tu vai me mostrar quem é esse moleque que tá tirando você pra menos.
o Vitor falou decidido e os olhos do Maike brilharam meu pai nunca foi até a escola deles bem para pegar os boletins escolares só por um milagre hoje ele foi buscar todos eles.