Gustavo O hospital mergulhara naquele silêncio que só a madrugada conhece — um silêncio denso, onde nos corredores o eco dos próprios passos soa como uma batida de martelo contra o peito. No quarto, permaneci por alguns minutos, apenas observando Larissa. Ela dormia o sono pesado da exaustão física e emocional; sua face, ainda marcada pela palidez do parto, parecia de porcelana sob a luz fraca. Levantei-me da poltrona com um cuidado, como se qualquer ruído mínimo pudesse acabar com a paz que ela tanto precisava. Saí do qaurto, deixando-a descansando. Meus pés, movidos por um instinto que eu m*l reconhecia, guiaram-me até o segundo andar. Eu precisava voltar lá. A UTI Neonatal não era mais um ambiente estranho para mim; transformara-se no lugar onde batia o coração do meu novo mundo. Ao

