Gustavo A porta do terraço bateu com um som seco, ecoando como um veredito final enquanto eu girava a chave. O ar ali dentro, antes carregado de uma promessa de luxúria e controle, agora parecia rarefeito, asfixiante. Olhei para Mel; ela não era mais a mulher audaciosa que me provocara na cozinha. O que restava ali era um rastro de desespero. Nem Larissa, que carregava uma pureza quase intocável em meio ao caos de sua gravidez, havia demonstrado uma reação tão visceral. Guiado por um instinto que eu m*l reconhecia como meu, segurei suas mãos frias e a conduzi para fora daquele quarto maldito. Precisávamos de ar. A brisa que subia do oceano trouxe consigo o cheiro de sal e a promessa de liberdade, mas Mel parecia presa em uma cela invisível. Ajudei-a a se sentar em uma das poltronas lar

