Diogo Acordei com o som dos pássaros. Era um canto constante, leve. Aqui, parecia que o tempo não tinha pressa. Tudo continuava exatamente no mesmo lugar — as árvores, o silêncio da manhã, o cheiro de terra úmida. E, por alguns segundos, eu quis acreditar que realmente não tinha. Poder estar com meus pais novamente era algo que eu não sabia o quanto precisava até chegar ali. Aquela vida simples, sem cobranças imediatas, sem pressa… me fazia lembrar de quem eu era antes de tudo começar a ficar complicado. Eu sentia falta disso, sentia falta de casa, dos meus pais e de Serra. Sabia que precisava estar longe por causa da faculdade, da carreira, dos planos que vinha construindo. Mas, no fundo, sempre existiu aquela certeza: um dia eu voltaria de vez. E quando esse dia chegasse… eu faria

