Larissa Assim que a porta de casa se fechou atrás de nós, o peso do mundo desabou sobre os meus ombros. O pranto veio como uma correnteza rompendo uma represa — um choro convulsivo, regado à culpa de estar mentindo para Diogo e ao terror absoluto de ter sido desmascarada por Marina. A adrenalina que me sustentou na festa evaporou, deixando apenas um rastro de exaustão e pânico. Não consegui sequer chegar ao quarto. Minhas pernas cederam e desabei no sofá da sala, enquanto Gustavo e Mel me encaravam com olhos arregalados, esperando a explicação para o colapso que presenciaram. Minha garganta estava seca, bloqueada pelo medo. Mel, com sua agilidade protetora, trouxe um copo de água. Após alguns goles, minha voz finalmente emergiu, rouca e trêmula. — O Diogo... ele estava na festa — murm

