CAPÍTULO 6

2379 Words
No outro dia eu já estava cedo na empresa. Andy chegou logo depois de mim. Ela estava com cara de poucos amigos como sempre. E nem me interessava falar nada com ela. - Ontem recebi uma mensagem do Sr Davies pedindo para passar todo meu serviço para você. Ela fala com certa raiva. - Ok. Respondo simplesmente gargalhando por dentro. Eu conseguir. Essa é a primeira batalha vencida, agora que teria acesso as coisas dele, poderia buscar o número da noivinha que não será mais noivinha daqui uns tempos. Vou acabar com esse relacionamento. Andy começa a me explica tudo com má vontade. Me passa tudo que ela faz, inclusive ir a casa dele para pegar roupas quando o mesmo tem reuniões a noite. Eu amei isso. Amei saber que eu terei acesso a casa dele, as coisas dele. Esse plano sairá melhor do que achei. Mais tarde Davies chegou e eu já fui logo atendê-lo. Ele me disse eu ficaria no lugar de Andy e que a mesma iria ser transferida para ajudar no financeiro. Pena que não perdeu o emprego, mas se ela continuar com sua soberba e também entrar no meu caminho eu farei ela ser mandada embora. E dessa vez não terá volta. Passei o dia todo reorganizando a agenda dele, pois o mesmo irá em um evento em New York. Confirmei a presença dele mais a da noiva. Ódio me consuHaley naquele momento. Mas eu não iria me abalar, eu daria um jeito nisso. Ela sairia do meu caminho. No fim do dia não tinha mais nada para fazer. Então resolvi pesquisar essa Srta Wood. Claro que não fiz isso do computador da empresa. Aqui podem rastrear a minha pesquisa e eu não quero perder esse emprego enquanto não tiver estabilidade com ele. A vaca mora em um apto na área nobre de Inglaterra. Filha única de Aly Wood e Carise Wood. Eles têm uma situação de vida mediana. Mas aqui não fala muita coisa. O pai dela não aparece muito na mídia, só vejo foto dela e da mãe que faz questão de sorrir em todas as fotos. Eu só queria entender porque não tem nenhuma notícia de namoro ou noivado deles na mídia. Os dois não aparecem ligados em nada. Claro que tem umas cinco foto deles juntos em algum evento, mas nada falando que ambos têm um relacionamento. Isso é muito estranho. Vou até a agenda e pego o número de telefone dela. Vou ver como faço para clonar esse número, ou até mesmo mandar mensagem para ele sem ser descoberta. Não posso deixar falha. Tenho que ser categórica e muito esperta nisso. Enfim sexta feira chegou e eu sair com Daphene e seu peguete como ela chama. Ela mandava o cara toda hora trazer bebida para nós como se o mesmo fosse garçom ou escravo dela. - Amiga, você não está abusando desse aí não? Peço vendo como ela o trata. - Ele merece Mila, se quiser te empresto ele por uma noite para você ver o desastre do amiguinho de baixo dele. Gargalho dela. - Você está revoltada amiga. - E não é para estar. Cara onde esse homem arrumou um pintinho de criança desses. Parece que só ele cresceu e seu instrumento nada, ficou na infância. Daphene é muito louca. - E porque você não sai fora? Indaguei já sabendo a resposta. - Só porque ele me sustenta e me dar tudo que eu quero. A mãe dele quer que eu case com ele, você acredita? - E você? - Nem morta. Não quero ficar frustrada sexualmente o resto da vida. Ele levaria um chifre a cada esquina que eu encontrasse um brinquedo maior do que o dele. Faço sinal de negação com a cabeça. - Então gatas, o que estavam falando. Jerry fala chegando perto da gente com as nossas bebidas. Daphene revira os olhos. - Sobre um vestido que eu vi na loja. Minha amiga fala fazendo cara de amiga. - E você comprou amor? Porque eu não quero que você sinta falta de nada. Minha amiga revira mais os olhos. - Não comprei, não achei bonito no meu corpo. - Que pena. Mas para mim, você fica linda em qualquer coisa. Sorrio para Daphene que está sem paciência nenhuma com o namorado. - Vamos dançar Mila? Daphene se levanta já me puxando. - Você precisa terminar com ele logo. Não vale a pena viver assim. - Eu preciso ainda dele Mila. - Não, você precisa é trabalhar e arrumar um cara que você goste, que goste de você e queira ficar com você. Que tenha o pacote completo. Você está sem paciência com ele. Tudo que ele fala você fica desgostosa. Um relacionamento assim não compensa. - Mas ele me dar tudo que eu quero. - Está sendo o suficiente então para você? Ela me olha e eu já vejo em seus olhos a resposta. Amiga, namorar, casar por interesse vale a pena quando você não está perdendo nada. Quando você ver que seu interesse é maior do que as outras coisas, porque as outras coisas como amor, sexo, não vão te fazer falta, porque tudo que você quer é o dinheiro, tudo que você quer é o conforto. Porém eu vejo você mais preocupada com sua vida s****l do que o dinheiro que ele te proporciona. - E porque eu não posso ter o pacote completo? Daphene indaga fazendo um biquinho. - Porque ainda não chegou o seu momento. Porque ainda você não traçou seus objetivos de vida. Se concentre no que você quer. Claro que se for dinheiro, o sexo, o tamanho do brinquedo do cara não vão fazer diferença para você, porque não é aquilo que você busca. - Mas eu quero o pacote completo. Ela cruza os braços parecendo uma criança birrenta. - Amiga parar de sonhar. Não existe um homem rico, bom de cama, com um brinquedo de um tamanho ótimo. Então se concentre no que você quer desse homem. Aquele ali não serve para você, a não ser que você se concentre realmente no dinheiro e não nas outras coisas. - Que pena. Mas eu ainda não sei se quero largar a vida que tenho com ele. - Então pense, porque ficar reclamando dele, revirando os olhos, reclamar do brinquedo dele não vai adiantar. Você ficará mais frustrada. - Eu sei. Daphene e eu continuamos conversando e dançando. Bebi todas que nem lembrei que teria que acordar cedo para ir a New York com Haley. Acordei tarde, e Haley já estava na minha porta batendo como uma louca. Me arrumei rápido sobre a bateção de pé dela que demonstrava está impaciente. - Eu queria saber quando você vai parar de beber tanto. Haley fala me repreendendo. Ela não é fã de bebida, e nem gosta que eu beba tanto. - Não começa Haley. Estou com uma ressaca danada. Peço apoiando minha cabeça no encosto da cadeira do avião. - Pois se não tivesse bebido não estaria assim. Outro sermão. Fecho meus olhos sentindo minha cabeça latejar. Você deveria arrumar alguém que te coloque juízo na sua cabeça. Alguém que te ame e te queira bem. - Contos de fada Haley, hoje eu não estou afim de ouvir sobre contos de fada. - Porque você não acredita no amor? Ela indaga e eu abro meus olhos olhando para ela. - Haley, seus pais tem quantos anos de casados? - Quase 30. Porque isso? - Porque tem pessoas que nascem para esse amor que você fala tanto. Seus pais são exceções em um mundo que o amor não existe a todo tempo. - Pare de basear a sua vida, na vida da sua mãe. Seu pai foi um cachorro com ela. E com você também, porque desamparou vocês duas quando vocês mais precisavam. - Temos mesmo que falar sobre isso? Eu não gosto de falar sobre isso. - Não, mas você precisa buscar o amor em sua vida. Beber não vai te levar a lugar nenhum. Eu gosto muito de você, te considero uma irmã que não tenho. Sorrio para ela e pego a mão da mesma. - Eu também te considero muito. Te amo de verdade. E agradeço muito pela sua amizade. - Eu que te agradeço, e agradeço tia Miriam por colocar você no meu caminho. Sorrio. Mamãe trabalhava para os pais de Haley, então automaticamente cresci com com ela. E quando mamãe ficou doente, os pais de Haley nos ajudou muito. E eu sou muito grata a eles. Volto a fechar meus olhos. E logo meu pensamento está em meu pai. Meu pai nos deixou quando eu tinha cinco anos de idade. Ele não se importou com nada. Não olhou para trás para ver quem ele estava deixando. Sofri muito com isso e consequentemente via minha mãe sofrer a cada dia e ainda ficar doente. Ela sempre dizia que não era nada. Ela estava um dia gripada, outro dia pálida, com dor de cabeça e assim sucessivamente. Eu não via mais minha mãe alegre desde que meu pai foi embora. Claro que o casamento deles não eram flores, não entendia muito na época, porém ao crescer eu entendia a cara de desgosto que meu pai fazia sempre quando estávamos sentados a mesa. Ele não brincava comigo, não falava comigo e com a minha mãe muito menos. Me lembro de uma vez ter escutado ele dizer que eu fui a desgraça da vida deles. Ele nunca quis ter um filho e eu tinha nascido por inconsequência da minha mãe. Não entendia na época essas palavras, mas eu hoje me sinto m*l por lembrar de cada palavra dele. Nossa situação financeira nunca foi boa. Vivíamos de doação dos vizinhos, de amigos da minha mãe. Meu pai se envergonhava a cada pessoa que ia lá em casa doar alguma coisa, porém se ele sentia tanta vergonha assim, porque não assumia a responsabilidade de homem da casa e fazia o certo para sua família prosperar, porém não, ele preferiu ir embora, deixando uma criança com uma mulher doente. Tive que crescer rápido, tive que começar a lutar pela vida da minha mãe, porque ela era a única que eu tinha no mundo. Porém nada que eu fiz foi o suficiente, ela se foi e me deixou igual ao meu pai. E quanto ao meu pai, nunca mais tive notícias dele, e também não quero saber nada do mesmo. Ele não se importou com minha mãe e nem comigo, então eu não tinha o porque me importar com ele. - Mila não chora, não trouxe você a New York para ficar triste. Quero te ver feliz, animada. Temos uma festa para participar. Haley fala sorrindo para me animar. Mas era toda vez isso. Eu me sentia m*l por meu pai não ter gostado de mim nem um pouco, ele não foi capaz de me amar como filha e eu nem sei o porque. - Vai passar. Digo simplesmente isso. Limpo minhas lágrimas que insistem em sair. E fecho meus olhos para dormir. Não quero ficar pensando em um homem que não pensou na minha mãe e nem em mim. Acho que o que mais me dói é ele não ter olhado para minha mãe como pessoa, não como esposa, mas sim como ser humano. Minha mãe já estava doente com ele, e o mesmo não se preocupou com ela em nenhum momento. a deixou sofrendo. New York estava frio, muito frio. Fomos para o apto que Haley tinha aqui. Eu só queria descansar e a louca da minha amiga queria sair para comprar um vestido, que ela disse não ter tido tempo em Inglaterra. Então acabamos enfrentando o frio e fomos andando de loja em loja para comprar o bendito vestido que ela queria. Mas a minha surpresa foi ela me dar um de presente. Disse que essa festa iria ser a festa, e que eu deveria brilhar com um vestido maravilhoso. Fiquei sem jeito mais uma vez, porque eu tinha trago um ótimo vestido junto com o sapato que tinha ganhado na loja. Mas minha amiga não quis saber. Me deu um vestido maravilhoso. Depois almoçamos no shopping, e eu aproveitei para comprar um outro chip pré pago que não tinha que fazer cadastro para ativar. Assim eu poderia colocar meus planos em prática sem ser pega. Na hora da festa estava linda com o vestido longo preto com um cinto trazendo uma fivela prateada. Meus cabelos amarei em um r**o de cavalo baixo. Fiz uma maquiagem leve somente realçando meus olhos. Passei um batom rosa claro e eu estava pronta. Haley também não ficou para trás. Ela estava com um vestido prateado com um decote bem generoso. Ainda bem que ela não tem namorado, porque essa hora teria problemas. Entramos no local bem luxuoso. Tivemos que colocar um casaco para nós cobrir do frio gelado. Era lindo o espaço da festa. a decoração impecável. Haley me levou até a nossa mesa e eu me sentei. Estávamos muito descontraída em uma conversa quando um homem chegou e sentou do lado da minha amiga. - Que tal você vir se apresentar a minha mãe. Ele pediu e Haley sorriu. - Deixa eu te apresentar primeiro minha amiga. Ela fala e eu olho para o loiro de olhos esverdeados todo sorridente. Essa é Mila, minha irmã e amiga. Mila, esse é Kaio, um amigo que conheci na Itália na minha última viagem. - Prazer. Digo dando a minha mão, onde o mesmo beija. - Prazer é todo meu. Sorrio e ele volta seu olhar para Haley. Então, vai ou não aceitar conhecer minha mãe? Haley olha para mim e eu dou de ombros. - Se importa de ficar um momento sozinha? Ela pede baixo. - Não. Pode ir. Curta sua noite. Digo e ela. Sorrir para mim. Ela se levanta e Kaio dar o braço para ela. Eles se afastam da minha mesa, e eu aproveito para ir ao banheiro retocar minha maquiagem. Fico me olhando no espelho, volto a passar o batom. Acabo e quando abrir a porta do banheiro dou de cara com ela. É muita coincidência. Sorrio por dentro. - O que você faz aqui? Sorrio para ela que está com uma cara de raiva e surpresa.
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