Capítulo 33 Calíope

1503 Words

Calíope Narrando A presença dele pesa, mó pressão no ar. Nem precisa abrir a boca, nem olhar nos olhos, que já faz a gente arrepiar da cabeça aos pés. Quando ouvi a voz dele bem no meu ouvido, o corpo todo tremeu — desde os pelinhos do dedão até aqueles fiozinhos que tão nascendo na testa. Putä que pariu, as pernas balançaram sozinhas, a bøceta contraiu sem pedir licença. Bateu aquele calor, bateu o desespero, bateu o diabø a quatro. E sem calcinha, eu tentando manter a pose, se querer esfregar uma perna na outra na frente de geral, parecia até que estou fazendo coreografia proibida só pro meu próprio corpo. Respirei fundo, tentando segurar a respiração pra não entregar demais. O jeito que ele falou, firme, rouco, no pé do ouvido, fez eu ter certeza: minha boca foi a única que ele beijou

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