Cérbero Narrando A noite tava sumindo devagar, mas o corre dentro do baile ainda fervia. Eu tava lá, parado no camarote, observando tudo, e o coração, mano, queimava de raiva e t***o ao mesmo tempo. Jade, minha mina de confiança, tava lá trabalhando, se esforçando, chupando tudo, e meu corpo reagia automático, mas a cabeça? Nem aí. A cabeça tava presa naquele beijo, naquela boca que eu nunca tinha imaginado sentir de perto: a boca dela, Carol. Carol. Mano, eu nunca fraquejei com ninguém, nunca cedi a ninguém dentro daquele banheiro, e agora tava ali, rosnando baixo, tentando entender como que esse moleque do Esquerda teve a ousadia de chegar perto dela. Quase meti uma bala na perna do Betinho, e não pensei duas vezes, porque o moleque chegou demais perto dela. A raiva subiu pelo corpo, q

