Érika Narrando Tá føda, sério. Eu nunca me senti tão revoltada e impotente junto com tanta raiva ao mesmo tempo. Ver a Carol ser levada assim, sem explicação, como se fosse qualquer moradora, qualquer zé-ninguém do Turano, foi demais. Fui engolindo cada segundo até não aguentar mais. Não dá, não dá pra ficar calada vendo essa injustiça. — Macabro! Perü! Sucupira! Boquinha! — gritei, a voz saindo carregada de ódio e adrenalina, sentindo o peito queimar. Todo mundo me olhou meio assustado, mas eu não tava pra recuar. — Isso aqui é um absurdo, mano! Vocês vão deixar essa mina ser tratada como se tivesse feito merda? Ela não fez nada! Nada! — os punhos tremiam, eu queria quebrar alguma coisa pra gastar essa raiva. — Tu tá ligada que, se o Cérbero não pode fazer nada, pô, quem dirá a gente?

