Capítulo 74 Calíope

1326 Words

Calíope narrando O Cérbero manteve a palavra dele: eu não iria sozinha e nem voltaria sozinha da faculdade. Ele bateu o pé que eu não ia mais de mototáxi, muito menos correr o risco de cair na garupa do Betinho. Do jeito dele, decidido, fez questão que fosse sempre o Boquinha ou o Curupira me deixando dentro da sala — não era no portão, não era no campus, era lá dentro, até a porta fechar atrás de mim. E, na saída, a mesma coisa: eles parados na porta, me esperando. Sabe aquele ditado sobre livre-arbítrio? Pois é, nesses quinze dias eu nem vi a cor disso. Não tinha escolha, não podia dizer “não”. Mas também, sinceramente, eu não queria. Depois do dia em que o velho João quase me encurralou na faculdade, o medo ficou grudado em mim. Então, essa proteção deles não era peso, era um abraço s

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