Érika Narrando Até agora eu tô sem acreditar no que rolou. O Cérbero simplesmente meteu o pé na porta e praticamente expulsou a gente do baile. Pode uma pørra dessa? Mas também, vou ser sincera: eu já tava cansada, já tinha dado pra mim naquela noite. Principalmente depois que o Toddynho meteu aquele beijão do nada e, logo em seguida, o ogro do Turano apareceu rosnando igual pitbull sem coleira. Fingi que nem vi, virei pro outro lado, mas aí trombei com o olhar do Macabro. O desgraçado me encarava como se fosse me comer com os olhos, sério, parecia que ia atravessar minha pele e ler minha alma. Me deu uma gastura. Entrei em casa com o sangue fervendo, a cabeça pipocando em mil pensamentos — Carol e o caô que ela arrumou, principalmente. Tudo que eu pedi pra ela foi pra não chamar a atenç

