Capítulo 22 Laura narrando Cheguei no aeroporto chorando, o corpo pesado de dor e o coração apertado, pensando no meu filho a cada passo. — O que aconteceu? Por que está chorando? — Roberto perguntou, sua voz calma e fria. Olhei para ele, sem saber o que dizer. Sabia que pedir sua ajuda para buscar meu filho seria inútil — ele jamais colaboraria, só poderia destruí-lo. — A despedida é dolorida — falei, sentando ao lado dele dentro do avião. — Tenho certeza de que, quando crescer, seu filho vai entender — disse ele, com a mesma frieza. — Pelo menos você estará viva. A culpa me corroía. Fui negligente ao deixá-lo naquele orfanato, mas queria protegê-lo da vida que Roberto poderia impor, de qualquer vingança, de qualquer m*l. Acabei ficando sem meu filho, e a dor parecia insuportável.

