apítulo 24 Marcela narrando Eu não sei o que estou fazendo aqui. Cada passo, cada olhar me deixava mais tensa. Perigo me vigiava o tempo todo, assim como aqueles outros homens, que pareciam tão perigosos quanto ele. A roupa que estava usando, o ambiente, a presença deles… tudo me fazia sentir vulnerável. Eu percebia que, não importa o lado que escolhesse, a qualquer momento poderia ser morta. Começo a concluir que jamais terei paz. Minha sina parece ser essa: ser alvo de qualquer um, de qualquer lado. Não sei quanto tempo estou sequestrada por ele. Só sei que ele me enganou, se fez de amigo, me fez me envolver e depois me sequestrou. Ele disse que era inimigo de Roberto, aquele velho nojento. Estou em silêncio, tentando não perder minha vida. Sou inocente, medrosa… e totalmente à mercê

