Brithney
Subi as escadas apressadamente.
Nunca vi uma pornografia ao vivo...
Entrei no quarto e me joguei na cama,minha respiração estava ofegante.A cena de sexo que testemunhei na piscina ficou na cabeça.
Pela primeira vez eu senti inveja da Melissa.
Ele a amava,a beijava,a desejava com vontade.Eu queria estar no lugar dela.
Recebendo aqueles beijos,sentindo sua pegada...meu íntimo gritava.
Tive meu primeiro orgasmo aos 16 anos...
Será que é pecado desejar tanto um homem?
Não um homem qualquer,era o homem que foi casado com minha irmã.Eu ainda brincava de boneca quando cheguei pela primeira vez na casa dele.
Nunca olhei para ele com outros olhos.Sempre o via como o ex marido da Bethany.
Agora te entendo,Bethany...
***
Assim que entrei na sala de jantar,vi Nathan sentado já tomando café.
Ele me olhara de um jeito diferente,fiquei uns instantes fitando aqueles olhos verdes apontados para mim.Mordi o canto dos lábios de nervosismo,ele desviou o olhar.
Será que ele viu que eu estava bisbilhotando seu momento íntimo na piscina ontem?
Eu o cumprimentei e me sentei à mesa.
Nathan estava esquisito naquela manhã.
Achara que ele me viu e estava sem graça.Mas ele não disse nada,apenas me olhava intensamente,nem piscava...
—Está tudo bem,Nathan?—perguntei preocupada.Ele me olhava como se a quisesse me devorar.Como um predador pronto para atacar sua presa.
Ele sabe.Não tenho dúvidas.
Pensei comigo mesmo.
—Bom dia.—Melissa chegou quebrando o silêncio.
A imagem dos dois transando na piscina me veio a cabeça.Não podia pensar na pegada do Nathan que meu sexo já se assanhava.
Nicolas me deixou no colégio e Suzan já estava me esperando.Ela vinha em minha direção eufórica:
—Oii,Brithney.—ela estava muito animada.Vinha toda sorridente e me surpreendeu com um abraço.Que estranho.Seus olhos estavam bem atentos e arregalados.—Ta afim de curtir uma festinha hoje à noite?
—Como assim,Suzan?—perguntei sem entender.Nos conhecemos ontem.E quem daria uma festinha numa terça à noite?
—Aniversário do meu primo Jake.Gostaria muito que você fosse.
Seguimos pelo corredor.
—Mas hoje ainda é terça-feira,Suzan.
Abri meu armário e peguei meu livro de química.—Amanhã temos aula cedo.—concluí fechando o armário.
—Eu hem.Que mundo cê vive garota?Qual o problema?As pessoas só podem fazer aniversários nos fins de semana?
Eu a olhara pensativa.
—Vou falar com o Nathan,se ele deixar...
—Quem é Nathan?
—Meu cunhado,ou melhor,ex cunhado.
—Tá.E o que seu ex cunhado tem haver contigo?
—Eu moro com ele,oras.—ela franziu o cenho.—É uma longa história.—logo o sinal tocou para a entrada.
Suzan não estaria comigo na primeira aula.
—Ta bom.Depois a gente conversa.
Ela seguiu pelo corredor a fora e eu segui para o laboratório de química.
Ao entrar no laboratório,os pares já estavam se formando.
Diego logo me chamou para a parceria,teria ficado mais a vontade se ele parasse de me olhar estranho.
—Vai precisar disso.—diz colocando o jaleco branco em mim.
—Obrigada.
Sentei me ajeitando no banco e apoiando os braços na mesa.
Os olhares de Diego me deixavam nervosa e apavorada.
Não sabia decifrar,mas era como se,tivesse tendo umas idéias sobre mim.Isso me causava espanto.
Sobrevivi aos olhares famintos de Diego durante toda a aula de química.
Graças ao bom Deus ele não fazia parte da minha turma de educação física,mas a esquentadinha do refeitório sim.
—Joguei pedra na cruz,só pode.—disse quase num sussurro,quando entrei no vestiário e vi a patricinha colocando a roupa de ginástica.
Melanie Campbell,foi esse nome que a Suzan disse?
Na verdade não importava.Essa patricinha era irritante.
Estava ali,parada com os olhos fumegando de raiva.Ela disse alguma coisa quase num sussurro,não pude ouvir,mas eu pude entender algumas palavras lendo seus lábios.
—...dos animais.—o que pude entender.
—Você vai para o aniversário do Jake,Mel?—comecei a tirar a farda colegial.
—Claro,Sarah.Acha que eu vou perder o aniversário do meu namorado?
—Nós sabemos que ele não é mais seu namorado,Mel.
Eu estava vestindo a camiseta vermelha quando olhei para a ruivinha que conversava com a patricinha.
—Cala a boca,Sarah.—diz furiosa.
—Foi só uma briguinha.—eu ergui uma das sombracelha e voltei minha atenção para o short-saia que eu começara a vestir.—logo a gente vai ficar bem.
—Não sei,Mel.Ele está muito puto...
—Sarah.Ou está comigo ou contra mim.
Nesse momento me aproximei do espelho prendendo meu cabelo num coque.A maioria das meninas já haviam saído,só a ruivinha,Melanie e mais duas garotas estavam ali ainda.
—Oi.—a ruivinha se aproximou de mim.—Sou Sarah Monroe.
—Sou Brithney Lorey.—apertei sua mão que estava estendida.
—Essa é Melanie Campbell,minha prima.
Nos olhamos por uns instantes.
Melanie me olhou com a cara de poucos amigos.
—Prazer,Melanie.—digo por fim.
—Você é a protetora dos animais,né?
Ah então foi isso.
—Não entendi.
—Por que defendeu a baleia ontem no refeitório!
—Eu só fiz o que achei certo,Melanie.A menina já havia pedido desculpas...
—Nossa!Você se acha né,garota.Você me afrontou diante de todo o colégio.
Ela ficou bem próxima de mim,ela me olhava por cima dos ombros,já que era um pouco mais alta que eu.Em momento algum recuei.
—Meninas.—Sarah ficou no meio de nós duas.—A aula já começou,melhor a gente ir.
—Abre teu olho,pirralha.—Melanie saiu me ameaçando.Olhei para o lado e as duas garotas estavam paradas perplexas.
—Acabou o show.—digo me retirando.
Nathan
Antes de ir almoçar ,eu desci ao subsolo para avisar ao encarregado da produção,sobre o acordo com os russos.
Claro que o trabalho ia aumentar,porém o deixei responsável pela contratação de mais funcionários.Não importava quantos,mas o bastante para não haver nenhum atraso nas entregas.
Tínhamos um prazo de três meses para produzir e entregar a encomenda,para cada cliente.
Henry levava menos de uma semana para criar uma jóia diferente,e isso era muito bom.
Apesar de o ter promovido a vice-presidente,ele ainda era o responsável pela criação.Bom,ele deixou bem claro para mim.
***
Henry e eu já havíamos acabado de almoçar quando senti meu celular vibrar no bolso da minha calça:
—Alô?—atendi entregando o dinheiro para o garçom.
—Senhor Adrwey,aqui é a diretora Prince.Do colégio da Srta.Lorey.Pode falar?
—Sim.
—Peço que venha até aqui assinar um termo de liberação.
—Um termo de liberação?—franzi o cenho.
—Sim,senhor.—ela exitou.—Houve um pequeno acidente e a Srta Lorey está na enfermaria...
—Estou indo para aí.—nem esperei a senhora desligar.—Henry,volta para a Adrwey's de táxi?
—Claro,mas o que houve?—Henry levantou assustado.
—Lorey está na enfermaria do colégio.
—Mas o que houve?
—Não sei.Vou lá para saber.Se eu não voltar,mando o Nicolas te buscar.
—Tudo bem.Mas me mantém informado.
Coitado.Saí dali o deixando preocupado.
Em menos de vinte minutos já estava estacionando minha Ferrari azul enfrente ao colégio.
Eu passava pelo corredor e todos os olhares se direcionavam a mim.Eu olhava as meninas cochichando uma com a outra olhando para mim e soltando sorrisinhos.
Parei diante de uma jóvem loira com roupa de ginástica,tirei meu raiban dos olhos para fitá-la.Pude ouvir as batidas do seu coração quando me aproximei dela:
—Onde fica a enfermaria?
—Do..dobra a direita,depois a segunda esquerda,no final do corredor.—diz por fim.
—Muito obrigado.—pude ouvir suspiros e risadinhas atrás de mim.Adolescentes.
Seguindo as instruções da loirinha,logo cheguei na enfermaria.
Brithney estava sentada na cama com um curativo no canto acima da sobrancelha:
—Lorey.—digo me aproximando.Ela me olhava,com aquele olhar de ternura.Porra.Meu sangue fervera.
—O que houve?—perguntei para a enfermeira que estava escrevendo alguma coisa num papel.
—Na aula de educação física,ela levou uma bolada na cabeça.
—Não foi um acidente,Nathan.—ela disse apoiando sua mão na cabeça,como se estivesse sentindo dor.
—Como não foi um acidente?
—Ela fala que uma das alunas acertou a bola nela de propósito.
—Mas isso é muito sério.—falei voltando meu olhar para Brithney.
—Isso é verdade,Lorey?
Antes que pudesse dizer alguma coisa,a enfermeira tomou a frente.
—É normal ficar confusa depois de levar uma pancada forte na cabeça,senhor.—ela me entregou um papel de liberação.—Vou liberá-la o resto do dia hoje para que ela possa repousar.Pode assinar?
Assim que assinei,Brithney saiu apressada,eu peguei a mochila que estava em cima da cama e a segui.
O corredor estava mais cheio ou imprenssão minha?
—Que gato!—alguém disse lá atrás.
—Lorey,está melhor?
—Você é uma cínica,Melanie.
Brithney a empurrou.
—Lorey o que é isso?—perguntei envolvendo-a em meus braços.
—Que isso,Brithney.Eu fiquei preocupada.Não foi minha intenção machucá-la.
—Eu vou esganar você,Melanie.—ela se contorcia tentando se soltar.Eu a apertei ainda mais forte.A jóvem se afastou assustada.
—Lorey,para já com isso.—fiquei no meio das duas.
—Você fez de propósito.—Brithney estava vermelha de raiva.
—Mas é claro que não.
—Sua vaca!—ela tentou avançar novamente.
—Chega,Lorey!vamos embora.
—É melhor levá-la mesmo.Essa pancada afetou seu cérebro.
A loirinha estava provocando uma erupção.Eu fixei meu olhar para ela,sem dizer uma palavra,ela conseguiu entender.
—Vamos, Lorey.
—Tá.Não precisa me segurar.
Exclamou se soltando dos meus braços e saiu.Fiquei ali parado vendo Brithney sumir por detrás da porta:
—Foi,realmente,um acidente,senhorita?—ela me fitou com aquele par de olhos azuis.
—Claro,senhor.
Fiquei alguns segundos fixado naquele olhar.
—Certo.—saí deixando o corredor todo em silêncio,só se ouvia o som dos meus passos seguindo para fora.
Entrei na Ferrari e Brithney estava com a cabeça apoiada no vidro da porta.Ela olhava fixo para baixo como se tivesse encontrado algo que a chamara atenção.
Coloquei meu raiban no rosto e respirei fundo:
—Eu acredito em você.—vi pelo canto dos olhos que ela me olhava.Tive a imprenssão que soltou um sorrisinho.
Aqueci o motor e dei a partida.
***
Eu estava trancado no escritório desde quando cheguei.Em casa mesmo eu podia controlar tudo pelo computador.
Brithney havia subido e desde então não a vi.Ela reclamava de dor de cabeça,no caminho,parei numa farmácia e comprei uma aspirina.
Eram quase quatro da tarde quando Mary entrou no escritório trazendo uma bandeja de suco e torradas.
—Do jeito que você gosta,Nathan.
Mary era a empregada mais antiga da casa.Trabalhava ali desde que eu era um menino.Dei a ela total liberdade para governar minha casa do jeito dela.E fazia isso muito bem.Se fosse preciso,ela demitia e contratava,mandava e desmandava,tinha a carta branca para tudo.
—Obrigado,Mary.Por favor,prepara um desse para eu levar para Lorey.
—Sim,senhor.
A porta do quarto estava entre aberta,eu empurro um pouco mais e me deparo com uma imagem de perder o fôlego.
Brithney dormia profundamente,estava completamente exposta,usava apenas calcinha e sutiã.
O desejo secou minha garganta e fiquei ali por uns instantes observando-a dormir.
Estava serena,seus cabelos negros estavam jogados cobrindo seus belos seios.Ela se move mudando de posição.
Eu saí com medo de acordar e me ver ali observando-a.
—Nathan?—Mary me surpreendeu.
—Por favor,deixe isso para Lorey.
Entreguei a bandeja e saí às pressas.