SEIS ANOS DEPOIS
— Luhan, você não pode estar bravo comigo por isso de novo. p***a que saco, a gente já falou sobre isso. Não dá, eu não posso.
— Acontece que você conhece meus pais, nós estamos juntos há seis anos, como assim eu não posso conhecer seus pais?
— Não dá Luge, okay? Eu não posso fazer isso comigo... Com a gente.
— Com a gente um c****e. Você não se importa comigo, se eu saísse por aquela porta você não ia ligar de não me ver voltar.
— Sabe que não é verdade.
— Então diz que me ama!
—Luhan...
— Se não é verdade diz que me ama, diz que não vive sem mim! Que sou o único que quer na sua cama. O único que vai preparar com carinho todas as suas refeições, aceitar quando você é grosso por nada e vai deixar você f***r com força, sem carinho nenhum porque tá irritado. Fala que me ama!
— Luge eu... – fui salvo pela campainha.
Chanyeol apareceu na minha porta ofegante e molhado da chuva calma que caía.
— Cara o que você está fazendo aqui? Ainda está no cio! Luhan vai pro quarto.
— Mas...
— Agora!
Meu pequeno bateu o pé e fez bico, mas fez o que eu pedi.
— Eu preciso de ajuda. E-eu... Eu acho que fiz alguma coisa errada, mas eu ainda não sei, isso tá me matando cara.
— Senta aí que eu vou buscar uma toalha pra você se secar.
O deixei na sala e fui até o quarto buscar uma toalha e uma camisa para ele. Luhan estava sentado na cama emburrado.
— Não fica com essa cara, eu não vou deixar você ficar perto de um alfa no cio, ele vai sentir teu cheiro e querer te f***r.
— Isso não aconteceria se eu já fosse marcado.
— Luhan... Depois a gente conversa.
Peguei as coisas e levei para sala, Chanyeol estava sentado no sofá com o rosto enterrado nas mãos.
— Me conta o que aconteceu...
— Lembra que eu te contei que acabei transando com meu professor?
— Sim.
— E que ele odeia alfas?
— Sim.
- Então.... ele ficou bem puto comigo por eu ser um alfa e tudo mais, mas acabou que a gente transou na sala de aula mesmo, porque eu precisava e ele estava ali, enfim... Só que depois que a gente foi para a casa dele, pra continuar que fazíamos, ele me expulsou de lá.
— Sem mais nem menos?
— Não a gente transou, ele tava apertando a minha b***a e gemendo pra eu não fazer, mas eu não sei o que ele não queria que eu fizesse porque ele ficava me empurrando pra ir mais fundo. Mas aí eu mordi e ele gozei e ele gemeu alto e tudo mais, então achei que ele tinha gostado e do nada ele mandou eu ir embora dizendo que eu fiz tudo errado. — suspirou frustrado.
— Você mordeu ele? O pescoço dele? Seus dentes entraram na pele e tudo mais?
— Sim, ele tem um gosto e um cheiro muito bom. — sorriu.
— E ele odeia alfas?
— Sim, por que tantas pergunta?
— É cara, você fez uma p**a merda.
— Como assim?
— Vcoê marcou ele cara e, bom, fez contra a vontade dele. Você uniu vocês dois de uma forma que nunca mais vão conseguir ficar nem longe um do outro.
— Isso explica a minha dor no peito.
— Faz quanto tempo isso?
— Dois dias e meio.
— E só agora veio me procurar? p***a, cara, você deveria ter deixado ele se acalmar e falar com ele. Ele tem a marca, ele deve estar sentindo a mesma dor que você, ele deve estar sentindo as suas emoções e o maior de tudo, ele deve estar sentindo a sua falta.
— Vo-você acha?
— Eu tenho certeza que sim. Acho melhor você ir pra casa e f***r com ele a noite inteira, as coisas vão se resolver.
— A noite inteira? É de tarde ainda. — riu.
— Então fode até o dia amanhecer. Vai lá. Comecei a empurrar seu corpo para fora da minha casa.
— Valeu, cara.
— Volte sempre que precisar. Agora vai pro seu ômega, tchau.
Comecei a rir do que fiz com ele e fui para o quarto encontrando um Luhan choroso.
— Por que é só comigo que você é grosso e e******o? – falou choroso.
Porque eu te amo!
— Eu não sou grosso com você, eu tento não ser pelo menos.
— Diz que me ama, Sehun!
— Eu vou tomar um banho.
— Diz que não é só sexo, que você gosta de mim. – falou entre lágrimas.
— Não é só sexo. – o puxei pra um beijo delicado, vendo-o se acalmar com isso, seu choro cessar aos poucos e sua respiração voltar ao normal. Eu te amo!, completei mentalmente.
Luhan rodou meu pescoço com seus braços e pulou em meu colo, fazendo com que eu o prensasse na parede e mudasse o ritmo do nosso beijo para puro desejo.
Mesmo que não fosse só sexo e a gente se amasse, no fim... A gente sempre acabava na cama.