O beijo de Isabel tinha sido uma marca, um tipo de fogo que o meu corpo não sabia como apagar sozinho. Eu precisava tirar aquela mulher do sistema, limpar o rastro daquela boca atrevida da minha pele antes que eu cometesse uma loucura maior. Liguei para a Valéria. Ela não era um caso, era uma peguete de longa data que sabia exatamente para que eu servia e por que eu ligava. Ela estava disponível, pronta para sucumbir ao que o meu corpo exigia, e eu não tive piedade. Foi nela que eu aliviei a tensão acumulada. Naquela cama, eu não estava com a Valéria; eu estava calando a vontade que aquela "proibida" do estacionamento tinha despertado. A cama ficou em frangalhos, um cenário de guerra entre lençóis revirados e respirações ofegantes. Quando finalmente parei, a calcinha dela pendurada na cab

