Diogo Vitório O ar dentro daquele depósito era rarefeito, saturado pelo cheiro de cloro e pelo perfume doce, quase insolente, que emanava da pele de Isabel. Eu a tinha prensada contra a porta, sentindo cada curva do corpo dela através do meu uniforme. Era um erro. Um erro de um metro e sententa e pouco de altura que eu cometia conscientemente todas as vezes que ela cruzava o meu caminho. — Como o seu traficante deve reagir quando souber que você está tão desesperada por sexo que se trancou comigo num depósito de serviço? — sibilei contra o rosto dela, a voz saindo mais rouca do que eu pretendia. — Ele não está dando conta do recado? Eu vi a faísca de fúria nos seus olhos. Isabel não era mulher de abaixar a cabeça, e era exatamente isso que me desgraçava a mente. O distintivo no meu pei

