Isabel Oliveira Eu me senti culpada quando vi Grego naquela cama. Algemado. Pálido. Sem cor. Cheio de curativos espalhados pelo corpo. Parecia menor. Mais humano. E aquilo me destruiu por dentro. Eu ainda estava sentada sobre as pernas dele quando vi a ficha finalmente cair. Grego ergueu a mão devagar, o movimento lento por causa dos remédios, e passou o dedo grosso e gelado pela minha bochecha. — Poxa, amor… nem banho direito tu tomou. Tá toda suja ainda. Minha garganta apertou. Ele riu fraco. E eu fiquei olhando meu marido rir daquele jeito acabado, os olhos fundos, cansados, mas ainda tentando parecer forte pra mim. — Vou tomar, preta… relaxa. Como tu tá? Tentei sorrir. — Tô bem. Eu não sou a preocupação agora. Marcos já ajeitou tudo com os advogados, tá? Eu ainda falava q

