Juízo de doido.

1141 Words

Isabel Oliveira Eu nem tive tempo de processar o baque. O corpo estava ali, sentando no banco da SW4 preta, mas a minha cabeça tinha ficado lá no apartamento, no meio dos cacos de vidro e daquela sensação de que a minha vida tinha sido mastigada e cuspida fora.Nada, não sobrou nada que fosse útil, nada que prestasse. — E aí, preta, animada para vir para o morro? — O Grego perguntou, com um sorrisã por todos os lado. Ele falava como se estivéssemos indo passar um final de semana na praia, e não fugindo de um cenário de guerra com uma mala de mão e o coração na boca. — Hum-rum — respondi, seca. Minha vontade era de gritar, mas eu m*l tinha fôlego para falar. No banco de trás, a zoada dos meninos já começava a se instalar, o que era o único sinal de que, apesar de tudo, o meu mundo aind

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