Isabel Oliveira — Que miséria passou aqui?! — O grito saiu seco, rasgando a garganta. Eu ainda nem tinha conseguido processar o cenário de guerra que viraram o meu apartamento. — Irmã, se acalma... — Zaya tentou, passando a mão pelo meu ombro, mas o toque dela queimava. Eu me virei pra ela, possuída por um ódio que eu nem sabia que cabia no meu peito. — Oxe, se acalmar como Zaya? Só se eu tivesse sangue de barata pra ver meu canto desse jeito e ficar plena! Olhe pra isso! O cabrunco que fizeram em tudo. Enquanto os meninos circulavam pela casa, o rastro da humilhação ia aparecendo. O fogão estava quebrado, e em cima dele, pendurada como um troféu de deboche, estava uma calcinha minha, um fio dental, exposta pra quem quisesse ver. O espelho do corredor? Estraçalhado. A mesa de janta

