Isabel Oliveira Eu apaguei sentada no sofá, com o cachorro dormindo nos meus pés e aquela pergunta dele ecoando na cabeça: "Você?". E quem era eu, afinal, para torcer por alguém? Ainda mais por aquela menina rica, filha de delegado? Mas a verdade é que, naqueles dias, o bicho já tinha recebido tantos nomes era Doguinho, Chocolate, Grandão e não atendia por nenhum. Fazia o que ele bem queria e podia, nos passos mansos, devagar por todo lado. Virou um xodozinho da familia. Os meninos deram banho, Ulisses aparou os pelos falhados, e a síndica... bem, nada que um presentinho aqui e outro ali não resolvesse para acalmar os nervos dela. O cachorro já era nosso; ia e vinha abanando o r**o atrás da gente, passeando até no apartamento de Zaya. Na manhã de sábado, o clima não era diferente. Eu

