Isabel Oliveira A vida tem dessas ironias que dão um nó na garganta. Eu, que sempre fui a "louca", me vi cruzando a cidade com uma menina de cabelo roxo, filha de um delegado e uma patricinha, indo em direção a um laboratório para descobrir se o meu sobrinho tinha acabado com o futuro dela, e com o meu juízo, pois eu sabia bem qual era o futuro de Dal, se tivesse um bebê dele naquela barriga. Na hora de tirar o sangue, o mundo dela desabou. Alexia entrou em pânico, o rosto ficando branco como papel, tremendo de medo da agulha. No fim tava eu lá com ela no meu colo. Senti o corpo dela franzino se encolher contra o meu, enfiando o rosto no meu pescoço, de olhos fechado. Ali, naquele abraço forçado pelo medo, um estalo me atingiu, eu nunca tive isso com os meus filhos. Minha vida sempre fo

