7-VELHO

825 Words
OLIVER Sai da escola leve, alegre. Porém, quando cheguei no meu andar na empresa e vi a fila de moças e rapazes para serem entrevistados, quase voltei para escola. Não tinha outro jeito, precisava de uma secretária e com urgência. Chamei a primeira, ou melhor, a 'Barbie sem calcinha', ela fez questão de que eu percebesse, pois abriu as pernas, cruzou as pernas, deixou uma caneta cair e abaixou-se para pegar. Isso foi só o começo, por diversão comecei a fazer pilhas com classificações. os g@ys que também me cantaram, as "Barbies", tinha as sem calcinha, as siliconadas, as vozes enjoadas, as que nem sabiam o que era um computador, tinha também as "Betty Boop", com muito decote em vestido curtos até de mais, algumas até chegaram já sentando na minha mesa; as "Jessicas Rabbit", já chegavam mandando, falando da decoração, uma foi mais ousada e sentou no meu colo puxando a minha gravata, realmente as ruivas são quentes. Todas elas estavam ali para que eu f*** com elas, mas não era isso que precisava, eu queria uma secretária. Havia acabado de colocar a vigésima quarta para fora da minha sala quando a minha mãe chegou para almoçarmos. — Bom dia filho, quero ver você casado, mas não precisa fazer uma classificação para escolher a minha nova nora. — Bom dia mãe! Falei manhoso, procurando o colo dela. — O que aconteceu? — Lurdes precisou sair por motivo de saúde, estou a tentar contratar uma secretária, mas acho que elas deveriam ter ido falar com a senhora, pois parece que querem mesmo o cargo da sua nora. Já entraram umas dez mulheres aqui hoje sem calcinha. A minha mãe riu alto. — Isso que dá estar perto dos trinta e cinco, solteiro. Mas, ontem eu liguei e uma moça educada atendeu-me, e agendou o nosso almoço hoje. -Aquela louca, casada e sem vergonha. Eu estava numa reunião e quando cheguei ela estava seminua na minha mesa. -Você? — Não mãe, a mulher que eu t**** aqui dentro vai ser a mãe dos seus netos, não uma casada, que acha que fazer s*** com o chefe faz parte das suas atribuições como secretária. — Tudo bem, acredito que você tem papéis para assinar, e muita coisa para resolver, vai fazendo isso irei filtrar as candidatas ao cargo, assim ficará fácil, também irei avisar o seu pai, assim ele traz o nosso almoço. -Como sempre me salvando mãe. — Queria salvar-te mais, mas você é o que menos me dá trabalho. A minha mãe saiu, e fui abrir correspondências, responder fornecedores, clientes. Fiz muita coisa no silêncio da minha sala. Então escutei as risadas dos meus pais. — Essa alegria toda significa que já tenho uma secretária? — Oi filho, na verdade, e bem o contrário. — Olha filho fiz a seleção com perguntas básicas. Primeiro disse que seria feito um exame toxicológico, que iria detetar usos de substâncias ilegais no organismo. Sairam quinze. Segunda pergunta, seria feito exames de DSTs, mas cinco. Restando apenas dez, falei que com sargento iria ver os antecedentes criminais de cada um, ficaram dois, e teve um que disse se poderíamos rasgar o curriculo dela. — Que bom que ficaram duas pessoas. — Então eu cheguei. — O meu pai falou alegre. — Pedi que digitassem um texto que iria digitar, uma delas ficou a procurar a máquina de datilografia, e quando falamos que não tinha, saiu reclamando ainda, a que ficou levou muito tempo para ligar o computador, e antes de abrir um editor de texto abriu as redes sociais, perguntamos o porquê, ela disse que precisa estar on lime vinte e quatro horas, no aplicativo onde trabalha como "c@m gira" -Ela ia ficar... — Isso mesmo, ela ia ficar em dois trabalhos. Os dois riam muito, acabei rindo com ele. Depois do almoço, eles ainda ficaram, um tempo comigo, me ajudando, foram os meus secretários da tarde. Serena ligou-me e disse que iria tentar liberar uma das dela na segunda, mas não prometeu. A tarde os meus pais avisaram que estavam de viagem, voltariam na quarta-feira. Eu sai tarde do trabalho outra vez. Nem deu para comprar o material novo de Pietro, então lembrei que precisava conversar amanhã com a família, como, não sei já que não peguei os dado do menino, mas irei arrumar. Segui direto para uma boate, precisava relaxar. Música alta, mulheres bonitas, bebida de primeira. Bebi muito, dancei bastante, mas não passou disso. As duas da manhã a minha noite terminou, não peguei ninguém, pois todas queriam conversinhas bobas, estava sem paciência para isso. Chamei um dos seguranças, para me levar para casa. Chegando lá abri uma cerveja depois da outra, nem sei em que momento dormi no sofá da sala. Esse apartamento está muito grande, talvez devesse mudar para um dos que tenho num prédio perto da escola das crianças. Crianças, talvez seja isso que falta, uma família, ou eu esteja apenas ficnado velho.
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