Francine se afastou de onde estavam, vendo o rapaz se aproximando vagarosamente com outros meninos, A garganta da menina secava por conta do medo, seguia as ordens do alfa e se encostou perto do bar esperando alguém ou alguma silhueta conhecida, más apenas sentia o medo percorrer sua espinha.
Os olhos rosados varreram o local até ver A porta do bar escancarada com violência, e a silhueta de kael surgiu no meio da penumbra, como uma sombra imensa e ameaçadora.
O som da música parecia diminuir quando ele passou, os olhos fixos em Francine, ignorando todos os outros ao redor. - Francine! - O chamado dele foi um rosnado baixo, mas carregado de uma urgência protetora.
Ele atravessou o bar em três passos largos, parando exatamente entre ela e o grupo de rapazes.
O corpo dele era uma barreira física absoluta; o aroma de café e couro vindo dele emanou com força, um aviso silencioso e agressivo para qualquer um que ousasse se aproximar.
"Vem comigo," ele disse, a voz rouca, sem olhar para trás, mas a mão dele envolveu o pulso da menina com uma firmeza que não admitia discussão
Mas ele não pensou, a menina já estava assustada e vê-lo assim que era algo novo para ela apenas piorou toda a situação. Francine puxou o pulso com brutalidade, estava com medo antes, agora estava com mais medo da fera de kael que lhe puxou assim não tinha ajudado, o coração da menina estava preste a parar por conta do medo os olhos rosados marejados ficou olhando para o alfa e logo em fração de segundos o corpo da garota foi direto ao chão, sedendo ao estresse.
O pânico de kael evaporou no instante em que o corpo da menina cedeu. A brutalidade que ele usava para pegá-la sumiu, substituída por um terror visceral ao vê-la desabar, "Fran, fran!" O nome saiu como um grito sufocado em sua garganta.
Ele se ajoelhou no chão do bar com uma rapidez desesperada, os braços envolvendo o corpo dela com uma delicadeza que contrastava com sua aparência bruta de segundos atrás.
Seus olhos percorreram o rosto dela, buscando qualquer sinal de consciência, enquanto o aroma de café e couro se intensificava involuntariamente, um reflexo puro de sua angústia, ele estava desabando aos poucos por dentro.
"Ei, ei, olha para mim," ele sussurrou, a voz tremendo. "Eu sinto muito, eu sinto muito, por favor não desmaie." Elijah e Vicent apareceram na entrada do bar quase simultaneamente, temendo que algo saísse do controle. Francine não conseguia acordar mas ouvia tudo, o pânico o matinha desacordada como se seu próprio celebro estivesse lhe resgatando de um trauma grotesco, o corpo dela tinha sua própria defesa e lhe apagava em momentos que o corpo frágil da menina ficava sobrecarregado o mais velho se aproximou com passos rápidos, mas sua voz saiu controlada, quase clínica. - kael, levanta ela. Agora.
Vicent já estava ajoelhado do outro lado de Francine os dedos longos e precisos pressionando o pulso dela para checar o batimento cardíaco.
Seus olhos escuros estavam fixos, a mandíbula travada.
- O coração dela está acelerado demais, É uma reação ao estresse, o sistema dela está entrando em colapso de agora. - Eu sei disso! - Kael por vez rosnou, mas suas mãos tremiam enquanto ele a erguia nos braços, como se ela fosse feita de vidro "Não vamos ficar aqui," Elijah ordenou, já saindo em passos largos à frente e abrindo a porta do carro.
"Vicent, pega as coisas dela e kael, coloque ela no banco de trás, Agora!"
Tudo soava como ordens brutas vindo do mais velho, mas se não fosse pela calma que ele emanava estariam todos aterrorizados. Já sobre o volante, Elijah o apertou com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Ele não precisava de explicações médicas para saber o que estava acontecendo; ele sentia a energia da menina mudando, estava oscilando entre o medo e algo muito mais profundo, ele ainda não sabia o que era exatamente.
- Ela desligou - Elijah declarou, a voz baixa e cortante. - O trauma ativou o mecanismo de defesa dela, então seu corpo está tentando se proteger da sobrecarga.
- E o que a gente faz? - kael perguntou, a voz rouca, enquanto apertava a garota desacordada mais contra si. O calor que emanava do corpo dela estava começando a atravessar a própria camisa dele. - Ela está tremendo e queimando ao mesmo tempo, lijah!! - kael gritou o apelido do mais velho, o acastanhado estava apavorado.
No entanto, Vicent inclinou-se para frente, o rosto iluminado apenas pelas luzes da estrada que passavam pelo vidro.
A menina conseguia ouvir os meninos mas não conseguia acordar, seu corpo está mais sobrecarregado do que o normal, mas ela sentia a conexão com ambos "Lijah, porque eu te sinto mesmo desacordada?"
Elijah sentiu uma fisgada aguda no peito, um espasmo de sensibilidade que ele não esperava.
Seus olhos se estreitaram enquanto ele apertava o volante, sentindo a presença da menina vibrar através do espaço entre eles - uma frequência baixa, quase imperceptível, mas inegavelmente presente.
- Ela está respondendo- Ele murmurou para os outros, a voz carregada de uma descoberta perigosa. - A conexão está ficando mais forte, mesmo no escuro, ela consegue me sentir- um certo ciúmes cresceu no irmão do meio, Kael ergueu o rosto, os olhos brilhando com uma urgência, talvez -O que você quer dizer com isso?- Questiona ele impaciente a Elijah que lhe responde tranquilamente.
- O que eu quero dizer é que o plano está se acelerando sozinho- Vicent respondeu, embora seus dedos estivessem tensos sobre o joelho, ele apenas ficava observando a menina.
"Vicent, preciso de água" Francine conseguia sentir os meninos mesmo com seu corpo em exaustão e com seu celebro em alerta ela estava tentando se comunicar com eles.
O loiro não hesitou, ele já tinha uma garrafa de água na mão antes mesmo da mesma terminar a frase, embora soubesse que ela não estava fisicamente consciente para beber.
- Ela está pedindo água- Disse o loiro, a voz baixa e urgente. - A consciência dela está voltando em fragmentos, Elijah, acelere.- Ordenou, o moreno apenas concordou e pisou no acelerador, o carro inclinando-se nas curvas enquanto avançavam pela estrada escura. - Eu sei, estão sentindo- Kael, sentindo a mudança na temperatura e na respiração de Francine, encostou a testa no topo da cabeça dela.
- Ela está voltando, fran, nós estamos aqui, eu não vou sair do seu lado, eu estou aqui.- Sua voz era carregada de ansiedade.
Vicent abriu a garrafa e umedeceu os lábios da menina com cuidado, os dedos tremendo quase imperceptivelmente, o que era tão impecável agora estava com seus sentidos oscilando - Vamos devagar, querida só beba um pouco. - Os olhos de kael brilhavam com uma urgência de preocupação, porque ele foi o único que não conseguiu ouvi-la, ele também a amava...
"Francine, você me ama menos?" Seus pensamentos oscilando porque ele estava tão agitado assim? O garoto não sabia.
Francine sentia o lobo dele, sentia a inquietação de kael, talvez por estar em seu colo, ela sorriu por dentro mesmo desacordada ela falava com eles por sua ligação intelectual e com ele não seria diferente.
"Kael obrigada por tá comigo, agradeça aos meninos por tarem também ao meu lado, eu prometo ficar bem" Foi a última coisa que a garota disse até seu corpo novamente amolecer e sua temperatura vacilar, deixando seu rosto rubro e começar a suar disparadamente
O sorriso de Francine foi a coisa mais devastadora que kael já sentiu mesmo que fosse apenas uma sensação, um eco de alegria que reverberou através da conexão entre eles, ele sentiu como se tivesse sido atingido no peito.
"Ela sorriu," kael sussurrou, a voz quebrada. "Ela sorriu para mim." Mas o momento de trégua durou pouco, quando o corpo dela amoleceu novamente e sua temperatura despencou, o pânico voltou a tomar conta do carro.
O suor frio começou a encharcar a pele dela, e o rosto, antes quente, agora estava rubro e febril. - A temperatura dela caiu demais, era para estar fria porque tão quente? - Vicent disse, a voz carregada de uma urgência rara.- O corpo dela está entrando em choque térmico após os pico de temperatura Elijah.
O carro do Moreno derrapou na entrada da garagem da mansão, parando com um solavanco seco.
Antes mesmo que o motor fosse desligado, kael já estava fora do carro, carregando o corpo frágil em seus braços com força bruta e desesperada. - Ela está ficando gelada, gelada lijah - A voz embargada estava presente na fala do rapaz, ele estava com medo, medo de perde-la em seus braços, kael gritava enquanto corria pelos corredores de mármore o suor escorria pelo próprio rosto, talvez seria até o próprio pânico eminente, Elijah já estava a frente, abrindo as portas duplas do quarto principal. - Vicent, as mantas térmicas, agora!- o moreno disse quase em berros e lá já estava o loiro, retirando cobertas pesadas do armário embutido, suas mãos, antes sempre impecáveis, agora moviam-se com uma rapidez nervosa enquanto observava elijah ajeita-la sobre cama.
Kael depositou Francine no centro da cama, envolvendo-a imediatamente com o próprio corpo sobre as mantas térmicas, ficando ali imóvel.
O quarto estava mergulhado em uma penumbra densa, iluminado apenas pela luz fraca que vinha do corredor.
Kael que estava deitado ao lado dela, usando-se para controlar o corpo trêmulo da menina, tentando transferir o calor de sua própria pele para a dela.
Suas mãos grandes e ásperas cobriam as costas dela, apertando-a com uma possessividade desesperada. - Ela está voltando para o escuro de novo- Disse ele em um murmurou, a voz grave vibrando contra o ombro de Francine. - Ela está sumindo de novo.- Elijah estava parado ao pé da cama com os olhos fixos no rosto pálido da menina ele não se movia, mas sua presença preenchia o quarto como uma pressão densa.
Lijah, o lobo de Francine, chamou..
Elijah travou o apelido daquele som curto, quase um suspiro, que só ela usava quando estavam sozinhos na infância após crescerem só ambos 4 usam tal apelido, cortando o ar como uma lâmina afiada.
Ele sentiu a conexão estalar, uma vibração que subiu pela sua espinha e se instalou no centro do seu peito. "Ela me chamou," disse, a voz baixa, quase inaudível.
Seus olhos encontraram os de kael e pela primeira vez, a rivalidade entre eles foi ao nível máximo vicent aproximou-se da cama, os dedos parando no ar enquanto observava a expressão de seus irmãos.
- O que ela disse?
- Ela me chamou pelo nosso apelido. - respondeu, ainda com a mandíbula travada.