Ponto de vista de Seraphina Quando me inclinei, meu hálito tocou seu ouvido - quente, trêmulo, muito próximo. Seu suspiro atingiu minha bochecha como um rosnado baixo feito de calor e fome. Então, num piscar de olhos, ele se moveu. Um segundo eu estava inclinada, no seguinte estava deitada de costas, o colchão afundando sob mim enquanto seu corpo pressionava, sólido, quente e inescapável. Antes que eu pudesse ofegar, seus lábios se chocaram contra os meus - sem hesitação, sem aviso. Apenas calor, desejo e domínio. Seu cheiro – madeira de cedro misturado com a pele aquecida pelo sono – inundou meus sentidos. Seu peso me ancorava, sua boca imperiosa, a língua já empurrando meus lábios como se os possuísse. Tentei recuar, mas ele me acompanhou – sua língua perseguindo a mi

