Ponto de Vista de Seraphina Ensopada até os ossos, me apoiei na soleira da porta, com a água salgada pingando do meu cabelo em gotas incessantes. Devia parecer um fantasma entrando em uma sala assombrada por poder e mentiras. Tudo congelou. Dezenas de lobos ficaram parados no meio da frase, seus olhares fixos em mim como se eu tivesse acabado de voltar do além. Lá no fundo, minha loba soltou um rosnado baixo e áspero—não por força, mas por pura teimosia em sobreviver. Haviam dado a ela veneno de lobisomem, quase a afogaram na água fria do oceano, mas ela não cedeu. Nós conseguimos. Isso já bastava. No instante seguinte, alguém se mexeu—rápido. Sebastian. O gelo em seus olhos rachou, substituído por algo bruto e ofuscante. Num piscar de olhos, ele atravessou a sala, aquela aura avas

