cap 05 eu preciso saber de tudo

690 Words
Neurótico narrando... 1 mês depois... Olho os papéis na minha mesa. Desde que assumi esse Vidigal, só tenho dor de cabeça. Aciono o Juninho no radinho e mando ele colar na minha sala. Um bando de p*u no cu compra e não paga, querendo me fazer de o****o. Juninho: Qual foi, patrão? Neurótico: Cheio de cobrança, mané... desenrola esses bagulhos aí. Se não pagar, mete chumbo. — Ele assentiu, pegando os papéis. Juninho: Fé aí, chefe. Neurótico: Fé. Acendo um fino e fico marolando, desenrolo mais uns bagulhos. Mando pegar o armamento que chegou e os bagulhos novos. Gordão: Aê, Neurótico, o negócio é do bom. Neurótico: Só trabalho com mercadoria de qualidade. Mas qual foi? Voltou a usar esses bagulhos, meu faixa? Gordão: Sabe como é, chefe... Neurótico: Fica esperto, parceiro. — Dou um tapinha nas costas dele. Colamos naquele bar do mirante com os chegado, pra trocar aquela ideia. Acendo um cigarro normal, fico na minha, só escutando o que eles falam. Dou uma olhada no celular, várias dando moral. Olho pro bar e vejo a doutora sentada, conversando com a morena do Gordão. Encaro ela até ela me olhar, toda constrangida. Vou te contar... filha da p**a gostosa pra caralho... Atena narrando... Atena: Ele tá me encarando e eu odeio isso. Carla: Ignora, fica de boa... — Assenti. Carla: Voltando ao assunto, você já pode ir arrumando suas coisas. É de boa você vir morar comigo, tô precisando de alguém pra dividir o aluguel. Atena: Eu não quero incomodar, Cacau. Carla: E não vai, senhorita Gorito. — Semicerrei os olhos. — Me sinto sozinha pra c*****o. Atena: Sei... essa semana eu já me organizo e me mudo pra cá. — Ela sorri. Dou uma olhada disfarçada pra ele, mas sabe aquela hora que você olha e a pessoa já tá te olhando? Carla: Vou no banheiro. — Assenti. Comi meu espetinho e dei uma olhada no celular. Tirei uma foto e postei nos status. A garçonete encheu a nossa torre. O diretor, como de costume, apareceu no bar. Gabriel: Atenaa... — se aproximou me abraçando — tá gata, como sempre. — Sorri. Atena: E você não sai por baixo. Senta aí. Gabriel: Não, eu tava sentado ali. — Apontou pra uma mesa onde tinha um bofe lindo, como ele fala. Atena: Aaah, entendi. Gabriel: Eu já tô indo. Cadê a Carla? Atena: Foi no banheiro e até agora não voltou. Gabriel: Errou o caminho. — Rimos. — Xau, tô indo. Gabriel é um cara lindo e simpático. Tudo pra minha carreira. Porém, ama sentar... se é que me entende. Meu celular começa a tocar. Saí pra atender. A ligação caiu. Revirei os olhos. Virei e ele tava bem atrás de mim. Atena: Amado? Neurótico: Namorando? — Bem direto. Atena: Não. Neurótico: Quem era aquele cara? Atena: Ninguém. Virou policial agora, pra me interrogar? — Ele sorri debochado. Neurótico: Não, só preciso saber o que acontece na minha favela. Atena: Engraçado que eu não sou sua favela. — Ele ri e se aproxima. Perto demais. Ele puxa minha cintura e eu sinto o cheiro forte. Neurótico: Quanto mais perto, melhor... não precisa ficar vermelha, morena. — Ele me puxou pra um beco do lado do bar. Passou o nariz no meu pescoço, me arrepiei. Me beijou lento, apertando minha b***a. Senti o gosto de tequila na boca dele. Parou com selinhos e eu dei um sorriso. Ele pegou meu queixo, me encarando sério. Passei a unha na barriga dele, e ele sorriu safado. Ele pegou meu celular do bolso do short. Atena: Ei... — Tentei pegar da mão dele, mas ele é mais alto. Ele sorriu quando viu minha foto de biquíni na tela de bloqueio. Passou o dedo, desbloqueado. Foi até o discador e anotou o número dele. Atena: Muito ridículo. — Mandou um “oi” pra ele mesmo no w******p. Neurótico: Fica esperta. Vou te chamar aí. — Cruzei os braços. Atena: Se enxerga. — Ele riu. Neurótico: Fica na tua que quem manda nessa p***a sou eu. — Falou sério. Atena: É mesmo? — Ri e saí do beco, entrando no bar de novo.
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