O envelope estava sobre a mesa. Branco. Fechado. Pesado demais para algo que cabia na palma da mão. Giulia olhava para ele havia minutos sem tocar. — Está aqui — murmurou. Matteo encostava-se à janela. Lorenzo permanecia perto da porta. Nenhum dos dois se aproximava. Porque aquele pequeno objeto podia destruir tudo o que haviam construído. — O laboratório ligou — Giulia disse. — Disse que podem fazer o exame agora… com segurança. Matteo virou-se. — E você quer? Ela não respondeu de imediato. — Eu quero paz — disse por fim. — Mas não sei se esse papel traz isso. Lorenzo se aproximou lentamente. — Ele pode dizer quem é o pai — disse. — E pode dizer quem perde. O silêncio pesou. — Vocês brigaram por mim — Giulia continuou. — Beijaram-me com raiva, lutaram com os punhos, sang

