Giulia saiu da mansão sem olhar para trás. Não por coragem. Por sobrevivência. Cada passo em direção ao carro parecia definitivo demais, como se estivesse escrevendo algo que não poderia apagar depois. O motorista abriu a porta sem perguntar para onde. Não precisou. Havia aprendido que, quando Giulia saía assim, era porque precisava desaparecer por algumas horas — ou mais. — Dirija — ela disse. O carro partiu. Somente quando os portões ficaram distantes, Giulia permitiu que o corpo relaxasse um pouco. Encostou a testa no vidro frio, respirando fundo, tentando organizar os pensamentos que se atropelavam. Ela havia cruzado um limite. Não com Matteo. Consigo mesma. Pela primeira vez, não estava reagindo. Estava agindo. E isso… tinha consequências. Na mansão, o silêncio que se segu

