O poder não veio com aplausos. Veio com silêncio. Na manhã seguinte ao batismo de sangue, a cidade parecia normal demais. Carros passando. Pessoas indo ao trabalho. Cafés abrindo as portas. Mas, por baixo dessa rotina, havia uma certeza nova: não existiam mais fronteiras invisíveis. Não havia mais dois nomes disputando ruas e rotas. Havia apenas um. Giulia observava pela janela da mansão. — Eles estão quietos demais… Matteo estava de pé, lendo relatórios. Lorenzo analisava um mapa sobre a mesa. — Estão com medo — Matteo disse. — É assim que começa. — Não — Giulia respondeu. — É assim que termina algo… e começa outra coisa pior. Lorenzo levantou o olhar. — O que seria pior? — Quando ninguém ousa desafiar — ela respondeu. — Aí vocês viram o próprio sistema. Matteo respirou fundo.

